Rio - Oito milhões de casais brasileiros não conseguem engravidar, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A frustração é potencializada pelos altos preços cobrados em clínicas de fertilização assistida. Uma possível solução para aqueles que querem realizar o sonho ter um filho, por um valor mais acessível, é o Projeto Acesso (Acompanhamento e Suporte Serono em Fertilização). Voltado para pessoas com renda restrita, o programa oferece tratamento de fertilização 50% mais barato do que o convencional.
Presente em 16 cidades no País, no Rio o Projeto Acesso funciona na Clínica Huntington, com unidades em Pilares e na Barra da Tijuca. Para participar, o casal deve ter renda de até R$ 3,5 mil e bens avaliados em, no máximo, R$ 100 mil. O tratamento completo sai por R$ 7 mil e pode ser parcelado. A primeira consulta é paga. Em clínicas particulares, o procedimento custa o dobro.
De acordo com a ginecologista especializada em reprodução, Isabel Corrêa, no Rio, a cada mês, cerca de 60 pessoas fazem tratamento para engravidar, 15 delas no Projeto Acesso. A médica diz que a faixa etária que mais procura a fertilização assistida é entre 35 e 40 anos. Segundo ela, mulheres com menos de 35, que não conseguem engravidar em um ano, devem procurar um especialista. O prazo cai para seis meses nas que têm mais de 35.
Isabel explica que o primeiro passo para o casal é procurar a clínica e realizar exames de sangue, além de espermograma (para os homens) e histeroscopia (para as mulheres) e exame de análise do útero. Após estudar os resultados dos exames, o médico especialista indica o melhor tratamento a ser feito. No caso da fertilização in vitro, explica Isabel, a mulher inicia o procedimento, no início do ciclo menstrual, com injeções diárias e indolores na barriga. Além disso, através de exames feitos a cada dois dias na clínica, médicos detectam o momento exato em que o óvulo está pronto para a fertilização.
“Três dias após a fertilização in vitro a mulher recebe o óvulo e, em onze dias, sabe se engravidou através de exame de sangue. A aspiração do óvulo é feita com sedação geral e a transferência para o útero é semelhante a um exame preventivo”, explica, acrescentando que, após 38 anos, a taxa de sucesso de engravidar diminui.
Outras informações na Huntington: 2484-2402 (Barra) e 3271-8052 (Pilares).
TESTE DE SALIVA PARA DETECTAR PERÍODO FÉRTIL
Um teste feito através da análise da saliva é a grande novidade para mulheres que desejam saber se estão no período fértil. O aparelho capaz de fazer medição, chamado Ovatel, promete ajudar as futuras mamães a monitorar a ovulação.
De acordo com a ginecologista Patrícia de Rossi, o teste é feito a partir da leitura de uma pequena amostra de saliva, colocada em uma lâmina dentro do Ovatel. Com o auxílio de uma lente, a pessoa analisa a saliva e, se ela estiver com determinado aspecto (indicado no manual do aparelho), é sinal de que a mulher está ovulando.
Patrícia explica que, durante o período fértil, o estrogênio — hormônio responsável pelo desenvolvimento do óvulo — faz surgirem pequenos cristais na saliva. A médica lembra ainda que, apesar da segurança no resultado — 98% de eficácia —, o aparelho não deve ser usado como método contraceptivo: erro na leitura da saliva pode levar a gravidez indesejada. O Ovatel é indicado para quem deseja saber o melhor dia para engravidar.
“O exame fica pronto em dez minutos”, explica a mécica. O Ovatel tem preço sugerido de R$ 128,62 e pode ser adquirido pelo “site www.elaonline.com.br”.