Rio - Adam Sandler pode não ser um gênio da comédia, mas conquistou uma legião de fãs, principalmente jovens, com seu humor pateta. Não é preciso ter menos de 20 anos, no entanto, para se divertir com as estripulias do ator em ‘Zohan — O Agente Bom de Corte’, que traz sua assinatura ainda no roteiro (com Robert Smigel e Judd Apatow) e na produção.
Dirigido por Dennis Dugan, o filme conta a história de Zohan (Sandler), um agente da polícia secreta israelense que se cansa de perseguir terroristas (como o palestino Phantom, vivido pelo incrível John Turturro) e resolve trocar as armas pelo secador de cabelos. Sim, o sonho do brutamontes é deixar as pessoas mais bonitas usando tesouras e cremes. Para isso, ele simula a própria morte e parte para os Estados Unidos.
Lá, Zohan se sente livre para usar suas camisetas com estampa de Mariah Carey — ele ‘a-do-ra’ a cantora, que faz uma ponta no longa, mas é tão machão que ‘traça’ até velhinhas caquéticas — e interagir com antigos inimigos. A rua onde arranja emprego em um salão abriga comerciantes israelenses, palestinos e libaneses, que vivem às turras mas se unem quando descobrem um rival em comum.
Recheada de clichês sobre árabes e judeus (Zohan usa hummus, aquela pasta de grão de bico, até para escovar os dentes), piadas sexuais e escatológicas, ‘Zohan’ provoca gargalhadas aos montes. Garantia de diversão no filme é a fala dos personagens, um inglês misturado a palavras em hebraico que resulta em gírias como ‘babaquichen’ e peitzim’.