Rio - Aos 15 anos de idade, o Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) continua construindo suas ‘pontes’ sociais. Hoje à noite, o palco das comunidades representadas pelos projetos do grupo é o Theatro Municipal, pela primeira vez abrigando a cerimônia do Prêmio Orilaxé, festa que marca ainda o aniversário do AfroReggae.
“É um prêmio oferecido para conhecidos e desconhecidos. Na música, buscamos sempre um vínculo com a inovação e o resgate, ligados a ações sociais em que acreditamos”, diz José Junior, coordenador executivo do GCAR. A cerimônia será apresentada pela cantora Fernanda Abreu e o rapper Marcello Silva, com shows da banda AfroReggae, Zeca Pagodinho, Olodum, Rappin Hood, Leandro Sapucahy e a Banda 190, da Polícia Militar.
O prêmio será entregue a 15 categorias e haverá também homenagens especiais a pessoas ligadas à trajetória do grupo, como os governadores Aécio Neves, de Minas Gerais, e Sérgio Cabral, do Rio, o apresentador Luciano Huck, a atriz Regina Casé e o Pastor Marcos. Entre os premiados estão os músicos Rappin Hood, Roberta Sá e Siba e a Fuloresta, de Pernambuco, nas categorias, respectivamente, de melhor cantor, cantora e grupo musical.
O novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, receberá o prêmio de políticas públicas, e a bailarina Mercedes Batista, primeira negra a integrar o Corpo de Baile do Theatro Municipal, inventora do balé afro no País, levará o Orilaxé na categoria Tradição Afro-Brasileira, entre muitos outros nomes de diversas áreas. O AfroReggae chega aos 15 anos com quatro núcleos de cultura fixos, 14 grupos artísticos e 74 projetos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, em países como Índia, China e Inglaterra.