Rio - Sim, sim, meus queridos, eles estão felizes como nunca, irradiando paixão por todos os cantos em Paris, capital do amor. A barriguinha de três meses de Bia Antony já está bem crescidinha, para desgosto dos maldosos e regozijo dos fãs do Fenômeno. Ronaldo é pai babão e está louco para saber o sexo do bebê.
“Fizemos o ultra-som semana passada e ainda não deu para ver se é menino ou menina, mas é uma emoção tão grande ver o seu filho se formando, chupando o dedinho, com o coraçãozinho batendo...”, contou-me a futura e emocionada mamãe na madrugada de ontem em Paris, para onde esta coluna deu uma viajadinha básica.
Ela é uma grávida tranqüila, com poucos enjôos e quer ter o bebê de parto normal na França, no hospital onde o marido fez a última operação no joelho. Ele é coruja assumido: cerca a mulher de cuidados e carinhos, procura cadeira para ela se sentar, corre atrás de Coca-Cola quando ela está com sede.
Problemas? “Atravessamos aquela fase difícil juntos. Publicaram muitas mentiras, as pessoas viajam, mas hoje isso é passado e estamos felizes”, disse ela (e ponto final), que retomou o curso de Comunicação na faculdade francesa — e não de Engenharia, viram, colegas? Enquanto isso, Ronaldo retomou a rotina de exercícios físicos e fisioterapia e já está bem mais magro. O cabelo — ai, esse famoso — cresceu um pouquinho: “Já está na hora de aparar”, anunciou ele, que não pretende voltar à carequinha tão cedo.
E quando eu pergunto se é verdade que o bebê vai se chamar Romeu ou Catherine, Bia ri: “Disseram isso? Será que é alguma coisa tipo Rô-meu? Também não sei de onde tiraram Catherine. É engraçado, mas ainda não pensamos nisso. Estamos na fase de ganhar tudo amarelinho, nem azul nem rosa”.
Outra coisa: com o verão europeu pela frente, as aulas dela e a fisioterapia dele, o Brasil é um sonho distante. “Adoro o Rio, mas não dá para ir à praia com os paparazzi cercando”, lamenta ela, que está decorando o apartamento que eles compraram em Ibiza.
A gravidez foi, sim, uma surpresa: “Mas uma surpresa boa; pena que a minha mãe e a mãe dele não possam acompanhar todos os passos, mas temos nossa vida aqui e o assédio no Brasil é complicado”, suspira. A rotina em Paris é a de um típico jovem casal abonado na Cidade Luz: muitas exposições, porque ela adora arte, e batidas semanais no restaurante L"Entrecôte, conhecido por servir o melhor bife com batatas fritas do mundo. “A gente roda, roda e sempre pára lá”, diverte-se Ronaldo.
“Vivo na Europa desde os meus 19 anos. Morei em Londres, voltei para estudar Engenharia no Brasil e voltei para a França. Gosto de como os franceses cultuam sua arte e sua História, assim como é muito bom saber que o Brasil está começando a também dar valor à sua”, diz ela, que tem um projeto na cabeça depois do nascimento do filho: uma ONG para integração de pessoas portadoras de deficiência através da música. “A arte é terapia, é formação profissional, é cidadania”, opina.
Com seu francês impecável e de vestidinho de renda branca para o calor parisiense, Bia foi o centro das atenções na mágica noite de demolição do Hotel Royal Monceau, que parou a capital francesa e vai fechar para reformas por 18 meses, antes de renascer pelas mãos do designer Philippe Starck, que, claro, também estava na festa, ao lado de sua nova mulher e anjo da guarda, Jasmine.
Todo mundo queria dar um beijinho na barriga mais famosa do Brasil. E todo mundo também queria tirar fotos com o ídolo mundial — japoneses, russos, italianos, americanos, garçons, faxineiros e empresários donos das maiores marcas do planeta.
Pacientemente, o craque posava com quem quisesse. Os seguranças carrancudos que impediam a passagem dos convidados às áreas ultravips desmanchavam-se quando viam o rapaz. “Tenho quase todos os gols dele gravados. Depois de Pelé, só Ronaldo”, contou-me um, francês, de nome Jean-Baptiste. Convenhamos: ‘Ronaldô’ só não é mais famoso em Paris que a Torre Eiffel.
Jude Law estava lá. A princesa Gloria Thurn und Taxis e o príncipe Andrea de Mônaco também, assim como o rapper Kanye West, a socialite Tatiana Santo Domingo, Alexia Niedzielski, Gabriele Corto Moltedo, herdeiro da grife Bottega Veneta, o músico Jean Michel Jarre, entre tantos.
Mas Ronaldo, desculpem, é Ronaldo, faça chuva ou faça sol e quando ele chega não tem para ninguém. Mais histórias dessa noite fascinante, de histórias trepidantes, fila de parisienses chiques desesperados para entrar na festa, malas e pessoas voando e performances enlouquecidas? Aguardem o próximo capítulo...