Rio - Com um ar maternal e uma banda afiada, a cantora e pianista canadense Diana Krall fez uma apresentação só para convidados na noite desta quinta, no Vivo Rio. Krall, que faz shows sexta e sábado para a gravação de um DVD, começou a apresentação com muito jazz e canções românticas de Nat King Cole e Burt Bacharach, antes de se enveredar pelos sons do Brasil. Acompanhada de uma banda formada por John Clayton (contrabaixo), Jeff
Hamilton (bateria) e Anthony Wilson (guitarra), Diana consegue fazer um espetáculo onde os solos (curtos e certeiros) de cada um dos músicos foge da verborragia musical que assola a maioria dos músicos de jazz.
Aparentando um nervosismo ou timidez surpreendente para quem pé casada com Elvis Costello, um dos ícones do pop inglês, que começou sua carreira no punk rock, a canadense falou da saudade dos filhos, do marido e da vergonha em ter coragem de cantar alguns clássicos da Bossa Nova na cidade onde foram criados.
Bela homenagem
Diana Krall, que flerta com a Bossa Nova desde 2006, quando lançou seu álbum From This Moment On e gravou Insensatez. Na hora de iniciar o set de músicas brasileiras, elogios a Tom Jobim, João Gilberto, as praias cariocas e o Jardim Botânico. Todos os elogios foram retibuídos em ótimas interpretações, que deverão ficar melhores ainda com o acompanhamento da orquestra de 36 músicos. Com sua voz, hora sussurada, hora rouca, e sempre afinadíssima, a Sra. Costello mostrou que é capaz de fazer uma homenagem mais inspirada que muitos artistas brasileiros nesses 50 anos de vida do ritmo da "garota de Ipanema".
Quem estiver disposto a pagar (preços entre R$ 70 e R$ 450) para assistir aos concertos de Diana Krall, pode esperar momentos cool, e se preprar para soltar a voz em algumas canções (Krall até se arrisca cantar em português), o que vai dar um tom mais intimista ao DVD. Vale cada centavo.
Mais informações no site do Vivo Rio.