Rio - A voz suave tornou-se conhecida em registros para o alto, agudos límpidos num grupo de bocas livres que fez história. Voando solo, Zé Renato explorou novas regiões do canto, e cantos distintos do território da canção. Das toadas ao samba, num violão que se deixa levar pelo que encanta os ouvidos.
No primeiro DVD, Zé Renato olha para frente e dialoga com novos parceiros, como Pedro Luís e Teresa Cristina, ao mesmo tempo em que revê sua carreira acompanhado por piano (Marcos Nimrichter), baixo acústico (Rômulo Gomes) e bateria (Marcio Bahia). “Sempre andei atento ao que acontece no movimento musical brasileiro, incorporando as coisas com as quais me identifico”, afirma Zé. “Meus interesses passa mesmo pelas canções, pelo samba, coisas hoje tragadas por outras tendências. Acho até irresponsabilidade, com três filhos, fazer essa música que faço”, brinca.
No show, gravado no palco intimista do Estrela da Lapa e complementado nos ‘extras’ caprichados — entrevista, bate-papo e vídeo raro na casa de Tom Jobim —, Zé recebe Milton Nascimento para cantar ‘Anima’, parceria de ambos (“ele abriu para mim as portas na música”), com o Boca Livre canta a sua ‘Bicicleta’ e repete duo de 89 com o sax de Zé Nogueira, em ‘Roxane’, de Sting.
Da parceria com Claudio Nucci, Zé lembra ‘A Hora e a Vez’, e de seu disco saudando Zé Ketti vem ‘Diz Que Fui Por Aí’. Da nova safra, ‘Delicada’ é parceria com Teresa Cristina, e ‘Luz da Nobreza’, com Pedro Luís, encerra em belo número com o coro dos amigos na platéia.