Rio - Os dois primeiros filmes estrelados pelo espião desmemoriado Jason Bourne renderam 500 milhões de dólares. O terceiro, ‘O Ultimato Bourne’, que chega hoje a 195 salas do Brasil, quebrou recordes nos Estados Unidos: tornou-se a maior estréia de agosto ao arrecadar 70,2 milhões de verdinhas e já bateu 163 milhões. Toda esta dinheirama deve animar a Universal Pictures a continuar a franquia. Resta ao astro Matt Damon parar de torcer o narizinho recém-operado e voltar atrás na decisão, anunciada no Festival de Cannes, de não querer mais encarnar o agente secreto.
Damon disse que está cansado do personagem e que outro ator poderia assumir seu lugar. Mas sua eleição como o ator mais rentável de Hollywood pela revista ‘Forbes’ e o fato de o novo episódio ainda deixar perguntas sem respostas podem ajudá-lo a mudar de idéia.
Dirigido por Paul Greengrass, o mesmo de ‘A Supremacia Bourne’, e roteirizado por Tony Gilroy, titular desde o primeiro longa, ‘O Ultimato Bourne’ mantém alto o nível de ação que fez o sucesso da série. São 115 minutos de perseguições e lutas em lugares movimentados de sete cidades em três continentes, outra marca da série. Estações de metrô e trem em Londres e Paris, ruelas de Tangier, no Marrocos, e Nova Iorque estão entre os cenários reais da produção.
Desta vez, Bourne vai de um lado a outro do mundo para desmascarar os chefões da CIA que o submeteram a um treinamento pesado, com direito a tortura, e roubaram sua identidade. Através de um jornal britânico, ele descobre que o projeto secreto Treadstone, do qual participou, foi substituído por outro, também destinado a formar assassinos para o governo americano. Perseguido por esses novos executores, como são chamados, Bourne conta apenas com a ajuda da agente Nicky Parsons (Julia Stiles) e a simpatia de Pam Landy (Joan Allen), investigadora interna da CIA.
Até a revelação de seu nome verdadeiro, o espião se vale de passaportes falsos para viajar sem levantar suspeitas. E finalmente usa o documento brasileiro mostrado no primeiro longa, em que aparece como Gilberto de Pionte, de Osasco, São Paulo.