Rio- ‘Acorda amor’, canção política de Julinho de Adelaide (pseudônimo adotado por Chico Buarque na década de 70), serviu de inspiração para as amigas Mônica Medeiros e Marta Murat fazerem a noite mais quente do povo que não é levado em conta pelos produtores de festa: adultos que estão na casa dos 40 anos. A letra pouco importa, mas o chamado que ela representa, sim. E tem dado certo: há 11 anos, uma vez por mês, a festa lota o Clube 17, no Horto.
“Começou de brincadeira, porque eu e meus amigos não tínhamos onde ir. Boate não dava mais: só tem garotada e bate-estaca. Fizemos a festa, lotou e vimos que igual a nós existiam milhares de pessoas”, conta Mônica. Mas não é fácil fazer bonito para um público exigente, que não curte muito ambiente enfumaçado, cerveja quente e desconforto.
A festa peregrinou por várias locações até chegar ao Clube 17, que tem salão amplo, varanda, piscina, área verde, serviço de bar e estacionamento. Outro diferencial são os cupidos, dois rapazes que andam fantasiados e ficam mandando o bom o velho torpedo, porque azaração não tem idade, só muda a tática. Segundo Mônica, o serviço tem dado supercerto.
“Inúmeros pares já se formaram na festa. Tem um casal na faixa dos 40 anos que se conheceu há uns sete anos. Casaram, nos convidaram e hoje vêm à festa com outros casais amigos”, conta. Mas Mônica faz questão de ressaltar que a festa não tem apenas solteirões em busca de um par. “Vêm grupos de casais, de amigos. A faixa etária predominante são os quarentões”. Talvez por isso mesmo os maiores hits da pista são flashbacks e sucessos disco dos anos 70. Mas a famosa ‘música lenta’ também tem vez. “É o momento dos casais se conhecerem”, diz Mônica.
Serviço:
Clube 17. Rua Pacheco Leão, 2.038, Horto. Sábado, às 22h. R$ 30. Informações: 3875-6034.