Rio - Marisa Monte, Kurt Cobain, Carla Perez, Collor... Esses são alguns dos personagens-chave dos anos 90, a década em que o Brasil abriu as portas para a importação, que conhecemos o CD, a Internet e o axé. Tudo isso está listado no ‘Almanaque Anos 90’ (Ed. Agir, R$ 49,90), do jornalista Silvio Essinger, que chega às livrarias no dia 15.
Silvio, que tem carinho especial pelos anos da década plugada, diz que se ofereceu para escrever o livro. “Comecei a fazer em 2006, quando achei que já dava para observar aqueles anos e criar um conceito”, conta ele que classifica a época como ‘estranha, louca e misturada’.
“Foi o fim da inocência, das utopias, uma época em que o consumo estourou e o mundo começou ouvindo vinil e terminou baixando música na Internet”, analisa. A capa do livro faz referência ao disco ‘Nevermind’, do Nirvana, grupo ícone da década. “Para mim, o Nirvana foi a banda mais relevante do período. Eles tiraram Michael Jackson do topo das paradas musicais, reescreveram todas as regras da cultura fonográfica e reiventaram o rock”, afirma.
Silvio é o primeiro a levantar a voz ao ouvir dizer que os anos 90 foram uma década perdida. “Não sei o que essas pessoas chamam de relevante, então. O cinema se reiventou, com Tarantino e cia, a música sofreu convulsões, a economia mudou, a política também”, lista.