Carol Campanharo e Sabrina Grimberg
Rio - A música brasileira é hoje a grande estrela da pista de dança carioca. De terça-feira a domingo, são mais de dez festas como opção para quem quer dançar ao som da MPB. “Nosso som faz muito sucesso na Europa e em Nova Iorque. Temos uma ‘dançabilidade’ natural em que o carioca se reconhece quando sobe o som”, teoriza o DJ Cyro, de 30 anos, que toca na festa Carioca S/A do Estrela da Lapa, entre outras.
A pista é democrática e novos talentos como Vanessa da Mata e veteranos como Chico Buarque e Roberto Carlos embalam a turma eclética que pode ser vista em eventos do tipo. “O público é de jovens com 20 e poucos anos, mas também tem muita gente mais velha, que curte a boa música brasileira”, avalia o DJ Janot, que começou essa história toda em 1996, quando experimentou tocar MPB no Cabaret Kalesa, na festa Kalesa Forrock.
Foi um sucesso, e em 2000, criou sua própria festa, a Brazooka, na Casa da Matriz e faz sucesso dedicando uma hora temática a um determinado artista na noite, como Tim Maia, Chico Buarque, entre outros.
“Sempre faço umas coisas diferentes, mas também uso muito as versões originais das músicas”, explica ele, botando lenha no que é uma polêmica entre quem comanda as carrapetas. “Não gosto de remixes, prefiro tocar a música original. Não há nada mais bonito do que ver a pista bombando com uma música que ninguém imaginava dançar na pista”, conta a DJ Tati da Vila, do Teatro Odisséia.