Rio - Ela é uma das mulheres mais desejadas do mundo. Ele, mesmo não sendo nenhum Brad Pitt, não fica atrás no quesito sensualidade. Superastros de Hollywood, Angelina Jolie e Daniel Craig capricham no ‘biquinho’, exibem o bumbum para a câmera e disputam a preferência do público em dois filmes bem diferentes, que estréiam hoje no Rio.
‘O Procurado’ é mais um ‘thriller’ de ação em que Angelina corre, pula e ainda assim continua linda. Já ‘Reflexos da Inocência’ é um drama de tintas suaves, em que o atual James Bond (o novo filme do espião, ‘Quantum of Solace’, estréia em novembro) encarna um ator decadente.
O PASSADO BATE À PORTA
Eleito o novo James Bond em 2006, Daniel Craig foi comparado a um ‘pug’ (aquele cão de cara amarrotada) por fãs do espião. Bastou ‘Cassino Royale’ chegar ao cinema, no entanto, para o público se render ao inglês. Então com 38 anos, ele exibiu seu físico perfeito em cenas de ação e até de nudez e provou estar à altura do charme de 007. Graças ao prestígio (e ao dinheiro, claro) trazidos pelo personagem, o ator produziu este pequeno grande filme, que marca a estréia do diretor e roteirista Baillie Walsh.
Em ‘Reflexos da Inocência’, Craig interpreta Joe Scott, um astro hollywoodiano decadente, viciado em cocaína e hedonista (para deleite da platéia feminina, ele aparece nu após uma noitada). Um telefonema de sua mãe avisando da morte de um amigo de infância faz Scott acordar do pesadelo atual e enfrentar os fantasmas do passado, esquecidos no balneário da Inglaterra onde cresceu.
A trama recua 25 anos, até o verão em que Scott (agora interpretado por Harry Eden) descobiru o sexo com uma vizinha casada (Jodhi May), o amor — com a linda Ruth Davies (Felicity Jones) — e o glam rock de David Bowie e Roxy Music. A seqüência em que Scott e Ruth dublam ‘If There is Something’, na voz de Bryan Ferry, resume o espírito do longa, um drama impregnado de nostalgia e carinho pela época e os personagens que retrata. (Rubia Mazzini)
ENTRE BIQUINHOS SENSUAIS E PANCADARIA
Franzino e branquelo, James McAvoy não tem a menor pinta de herói de filme de ação hollywoodiano. Mas é exatamente seu perfil de bom moço que torna o ator escocês ideal para o papel de Wesley Gibson, protagonista de ‘O Procurado’, longa do diretor russo Timur Bekmambetov. Na trama, o rapaz é um fracassado e medroso contador, traído pela namorada (com seu melhor amigo) e pela vida, que lhe faz “o cara mais insignificante do século 21”. Isso tudo até o seu destino sofrer uma reviravolta.
Quem abre as portas para sua nova realidade é Fox (Angelina Jolie). Num visual (ainda mais) tatuado e macérrimo — o que fica bem mais evidente em cena na qual a atriz aparece nua de costas — , mas não menos sexy, além de tiros, Angelina distribui muitos olhares e ‘biquinhos’ sensuais. Ela informa ao rapaz, de supetão, que seu pai desconhecido, o mais importante integrante de uma confraria de assassinos, acaba de ser morto.
Com isso, Wesley, que herdou do pai a habilidade ‘sangüínea’ de captar movimentos rapidamente, é recrutado a se alistar na Fraternidade, milenar liga criada por tecelões, que recebe de uma máquina de tear (!) as ordens de ‘limpar’ a sociedade, e tem como líder Sloam (Morgan Freeman).
É Fox (Jolie) quem fica responsável pelo treinamento do novato, em cenas com direito a muito sangue e fraturas expostas. A bela também protagoniza com McAvoy beijo que teria deixado o ator envergonhado em ‘bulir’ com a mulher de Brad Pitt. Já domado, Wesley passa a colocar em prática o quase suicida ofício de matar espetacularmente, rendendo ao filme ousadas seqüências de ação. Com direto a uma inesperada virada, o longa cumpre o que propõe: violência para entreter. (Beatriz Mota)