Rio - Quando estreou no papel da dançarina Alzira, de ‘Duas Caras’, em outubro de 2007, a atriz Flávia Alessandra tinha o desafi o de fazer o país se esquecer de Bebel, personagem de Camila Pitanga que conquistou os telespectadores em ‘Paraíso Tropical’. E conseguiu. Desde o dia em surgiu de biquíni, fazendo um contorcionismo sensual na dança do poste, mexeu com o imaginário masculino. Aos 33 anos, com 51kg e 1,68m de altura, a atriz foi, de fato, a musa do último ano e os leitores a consagraram. Pena que os convidados não puderam vê-la ao vivo, já que estava em viagem a Paris, com Otaviano Costa, seu marido sortudo. Por isso, a atriz pediu aos pais, Raquel e Hélio Costa, que recebessem o prêmio por ela.
“Desculpem a decepção. Não sou a Flávia Alessandra, mas ela se encontra em merecidas férias. Fizemos uma filha linda, que ganhou do Aguinaldo Silva (autor da novela) um papel maravilhoso. Viva a Alzira e viva a mulher brasileira”, comemorou Raquel com o marido. Aos 17 anos, Jade Barbosa é a maior revelação da ginástica artística brasileira. Depois de ganhar medalha de ouro no salto, prata por equipes e bronze no solo no Pan-Americano do Rio, em 2007, virou a grande esperança do País na modalidade para a Olimpíada de Pequim. E por já estar lá, Jade pediu ao pai, César Barbosa, e à mulher dele, Elizete Chagas, que recebessem por ela o prêmio na categoria Esporte. “Estou bastante feliz de estar aqui, representando a Jade. Agradeço todo esse carinho que a imprensa e o público têm com ela”, disse o pai da atleta, ao lado da mulher, que conclamou a torcida: “Agora é hora de torcer por Jade, que está treinando muito”. Do esporte para a gastronomina, o 2º Prêmio TDB! celebrou os cantinhos que os cariocas elegeram para chamar de seu. Na categoria Restaurante, o título foi para o tijucano especializado em massas Fiorino. “É o reconhecimento de um trabalho de 25 anos, é muito legal ver que você se esforça e é reconhecido. Esse ramo é muito sacrificante, sobreviver às dificuldades e ser premiado é muito gratificante”, disse a proprietária da casa, Ana Lúcia Aleixo, ao lado do sócio, João Carlos.
A tradição, o bom atendimento e, claro, quitutes deliciosos pesaram para a eleição do Petisco da Vila na categoria Botequim. “É a concretização de um trabalho que tem sido feito há 39 anos, com prazer e satisfação: ouvir os clientes, olhar outros lugares, trazer o que há de bom. Tem dado certo. É um prazer muito grande para todos nós recebermos esse prêmio”, contou o sócio Cláudio Cavalcanti.
O monumento Aqueduto Carioca, mais conhecido como Arcos da Lapa, que tem hoje ao seu redor o centro nervoso dos fins de semana, foi eleito o Canto do Rio. Construído a partir de 1750, ele está na memória afetiva dos moradores da cidade. O empresário Plínio Fróes, dono do Rio Scenarium e um dos pioneiros na revitalização da área, recebeu o prêmio. “Isso prova que o projeto cultural que é promovido hoje na Lapa pelas casas, pelos artistas da região, tem sido aceito e aprovado pela população. Os Arcos são um espaço que o carioca ama”, agradeceu Plínio, que recebeu o quadro de Orlando Diniz, da Fecomércio. Foi uma noite para entrar para a história.