Rio - Rafaela Fischer surpreendeu a todos ao reaparecer, recentemente, 15 quilos mais magra. A filha de Vera Fischer está tão feliz com o próprio corpo, esculpido à base de dieta e power ioga, que vai desfilar pela Grande Rio, com “pouquíssima roupa”, como ela mesmo diz.
A jovem está vivendo uma ótima fase: tem se dedicado à fotografia – faz um curso na faculdade – e está de namorado novo: o professor Narbal Fernandes. Em entrevista exclusiva a PG3, ela revela que pretende voltar a atuar.
— Que dieta você está fazendo?
— Faço cinco refeições ao dia. No café, uma tigela de cereal de granola, uma fruta e um copo leite de soja. Lancho uma barra de cereal ou fruta. Almoço seis colheres de arroz integral, alguma proteína, quatro colheres de feijão e quatro colheres de legumes. Lancho de novo uma barra ou fruta. E, por fim, janto o mesmo do almoço, sem feijão e um copo de suco light.
— Em quanto tempo perdeu peso?
— Foram 15kg em seis meses.
— Você tomou medicamento? Teve acompanhamento médico?
— Não. Nunca mais tomo remédio pra emagrecer na vida. Não funciona. Tem que ser uma coisa para a vida toda. Exercício é fundamental. Posso dizer que a power ioga mudou a minha vida. Tive uma nutricionista.
— Do que mais sente falta?
— Acho que de pão francês e chocolate, mas de vez em quando eu como.
— Qual a primeira atitude ao se ver magra?
— Foi acontecendo gradualmente... Comecei a aprender que é mesmo uma filosofia de vida. Você é o que você come, não tem pílula mágica. Depois que compreendi isso, tudo mudou. Sempre fui a favor da beleza real, da fuga dessa idéia louca de que toda mulher tem que ser magra. Acho que cada um sabe o que lhe faz feliz. Tentei me aceitar gordinha, mas também pesou o fato de querer me sentir mais saudável, entrar nas roupas que eu queria. É lógico que a gente fica mais feliz, recebe elogios, mas estou de bem comigo mesma e é isso que importa. Não adianta apenas emagrecer, tem que aprender alguma coisa no processo, senão não funciona e volta tudo de novo; é questão de reeducação alimentar mesmo.
— Existe pressão pela beleza da sua mãe?
— Sempre existiu, por isso talvez eu tenha abandonado a profissão de atriz. Agora, que estou em paz, sinto que posso voltar a atuar e já estou correndo atrás do tempo perdido. Afinal, o corpo é o instrumento do ator.
— Você teve depressão ou era uma gordinha feliz?
— Tive depressão, sim. Ninguém gosta de ouvir conselhos de dieta o tempo todo ou não entrar numa roupa. Mas mais do que isso, acho que eu tendia a me isolar do mundo, achando que não fazia parte dele por ser diferente do que era esperado de mim. Para isso também tive acompanhamento terapêutico.
— Que conselho você daria para jovens de sua idade?
— Bem, é difícil dar conselho, né? Mas acho que o importante é descobrir o que te faz bem. Ir aos poucos provando legumes que você nunca comeu, experimentando coisas diferentes, mais saudáveis, largando as frituras e doces, se exercitando. Não importa se você é gordinho ou magrelo, todos temos neuroses e problemas. Acredito que quem tem esse problema de peso não deve se culpar, porque a indústria nos fornece tudo o que é preciso para morrermos de ataque cardíaco aos 20 anos. Mas quem tem o poder da escolha somos nós. Meu conselho seria seguir pelo caminho que te faz feliz. Se você é feliz gordinho, seja assim. Não procure se tornar o que os outros querem de você. E se é gordinho e não é feliz, vá aos poucos tornando sua vida mais saudável. Você só tem a ganhar.