Rio - Aos 31 anos e 16 de carreira, o multiinstrumentista Rodrigo Sha, do projeto Bossacucanova, acaba de lançar seu segundo CD, ‘Todo Mundo’. Mas é como se fosse o primeiro, já que o anterior foi um projeto feito sob encomenda. “Meu primeiro CD não conta, foram só 3mil cópias, projeto de uma loja, não era bem eu. Esse sim é o primeiro solo, pela gravadora”, defende Sha. Em ‘Todo Mundo’, Rodrigo quer mostrar seu lado compositor e provar que é mais do que o saxofonista que nos acostumamos a ver por aí. No CD ele toca violão, faz os arranjos e canta. Com parcerias de Moska, George Israel, Mu Chebabi e Roberto Menescal, entre outros, as músicas vão surpreender àqueles que só conhecem Sha do Bossacucanova.
“Sou um cara que adora música para cima, pop. Escuto Lenine, Carlinhos Brown, The Police, Stevie Wonder, Marisa Monte. E por tocar vários instrumentos, cada um me levou para um lado: MPB, choro, jazz...”, explica. Rodrigo acha que, depois de oito anos com
seu trabalho solo, tem material suficiente para surpreender. “Esse CD é quem eu sou mesmo, é um recado maior, mais profundo. É necessidade de vida, preciso desse espaço”, revela. E faz a comparação com sua banda: “Eu adoro o Bossacucanova, mas meu CD não tem nada a ver com a banda. É claro que abre portas, né? Viajei para caramba com eles. E também tem o retorno financeiro”, conta o moço, que, em matéria de trabalho, joga nas 11. De casamento a barzinho, ele não faz distinção.
“O artista tem que estar na rua. É um estímulo a mais, assim aprendemos a conviver com as coisas boas e ruins. O meu lema é viabilizar, tanto para poder sobreviver, quanto para fazer minha música chegar às pessoas”, prega. Está dado o recado.