Rio - Às vezes, Teresa Cristina acha que a vida é um comercial de cartão de crédito. “Ter sido recebida pelos sambistas de verdade, como Monarco, poder encontrar o Paulinho (da Viola) e dizer ‘oi’, ver a Dona Ivone (Lara) se aquecer antes de um show... Essas alegrias que a música me deu não têm preço”, brinca a artista, que hoje celebra 10 anos de parceria com o grupo Semente com show da turnê ‘Delicada’, no Canecão.
O disco, de 2007, marca uma fase mais autoral na carreira de Teresa Cristina, que anda ressabiada em se dizer “sambista”. Não que ela agora renegue o gênero que lhe deu projeção — só não quer ficar atrelada ao movimento saudosista que engessa o samba da sua Lapa “natal”.
“Essa história de sambista é invenção da imprensa. Não gosto de ser previsível, nem para mim nem para ninguém. Não dediquei minha vida inteira ao samba. Eu me defino como amante da música brasileira. E gosto de mudar de idéia”, provoca ela, que há alguns dias assistiu, com prazer, ao show dos metaleiros do Iron Maiden em São Paulo. Nesta quarta, Hoje, às 20h30, ela e o Semente recebem Seu Jorge, no Canecão (Av. Venceslau Brás 215, Botafogo). Os ingressos, a preços populares, custam R$ 30.