Rio - O mês de setembro foi dedicado ao violonista Turíbio Santos no Museu da Imagem e do Som (MIS). Importante figura para a música clássica e também para a popular brasileira, pois ficou conhecido por unir os dois gêneros, o músico foi o entrevistado nesta quarta-feira da série Depoimentos para a Posteridade.
Com fama internacional, Turíbio morou em Paris por 11 anos (de 1965 a 1974) e já tocou em praticamente todos os países da Europa. Atualmente, é diretor do Museu Estadual Villa-Lobos e vice-presidente da Academia Brasileira de Música.
Apesar de ter morado muito tempo fora do Brasil, Turíbio declara ser apaixonado pelo país e mais ainda pelo Rio, apesar de não ser sua cidade natal. Natural de São Luís do Maranhão, mudou-se para a Cidade Maravilhosa em 1946. O músico, que acompanhou todo o progresso da cidade e do bairro de Copacabana na década de 1950, declara-se muito feliz por viver no Rio.
'Adoro o modo como se vive e como se viveu aqui', disse. Turíbio contesta as constantes críticas que ouve sobre o Brasil quando está no exterior: 'Só quem pode falar mal do Brasil é o próprio brasileiro', defende.
Turíbio aprendeu a tocar violão com o pai, que era seresteiro, e largou a faculdade de arquitetura para seguir a carreira de músico. Trabalhou como professor de violão e tradutor de espanhol. Sua primeira gravação foi em 1963, com o uruguaio Oscar Cáceres, para o selo Caravelle. Desde então, não parou mais.