Rio - Os preços de todos os combustíveis sobem a partir de hoje. O maior percentual é para o gás natural veicular (GNV), com reajuste de 17% nas bombas. A estimativa é que o metro cúbico fique até R$ 0,11 mais caro. O álcool teve alta de 7% nas usinas, que será repassada pelas distribuidoras, representando mais R$ 0,10 no preço final.
O mesmo impacto será percebido na gasolina, com 25% de álcool adicionados à mistura. O diesel, que já subiu 9% desde maio, também fica de 2% a 3% mais caro — alta de R$ 0,04 nas bombas. Nem os lubrificantes escaparam: terão aumento de 14%.
O aumento da CEG e da CEG Rio já era esperado pelo mercado. E não vai parar: o gás já tem data marcada para outro reajuste, em 1º de agosto, de 6%. Os postos, que já amargavam prejuízos, tinham baixado os preços do GNV há apenas duas semanas, da média de R$ 1,44 para até R$ 1,19. “Já sabíamos do GNV, mas a gasolina, o álcool e o diesel só terão um percentual conhecido amanhã (hoje), quando as distribuidoras nos repassarem novos preços”, informou o presidente do Sindicato dos Postos, Manoel Fonseca.
Segundo o diretor do Sindicato das Distribuidoras, Alísio Vaz, o aumento do álcool se deve à pressão na demanda por exportação de etanol, que teve impacto na distribuição nacional do combustível. Mesmo com o aumento, o GNV continua representando vantagem em relação ao álcool.
No caso dos carros flex, na hora de abastecer, o consumidor deve levar em conta fórmula simples: dividir o valor do litro do álcool pelo da gasolina e multiplicar o resultado por 100. Se o número for superior a 70, será mais vantajoso abastecer com gasolina. No Rio, o preço médio da gasolina é de R$ 2,525. O litro do álcool custa R$ 1,636 e o do diesel, R$ 2,017.
O aposentado José Carlos Cordeiro, 65 anos, diz que aumentar o álcool é aberração: “Temos grandes produções e me parece que os usineiros estão se aproveitando”.
Alta para GLP e querosene de aviação
O gás liquefeito de petróleo (GLP) também ficou 6% mais caro hoje para os grandes consumidores (indústrias e condomínios) que compram o produto a granel ou em botijões de 20, 45 ou 90 quilos. Os botijões de 13 quilos, de uso residencial, não sofrerão alteração. É o terceiro aumento do ano. A Petrobras também elevou em 3,6% o querosene de aviação, no sétimo reajuste este ano. Empresas aéreas já anunciam alta na passagem.
Ontem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que, a partir da zero hora de hoje, trabalhadores da Petrobras iniciam mobilização nacional de 24 horas. Petroleiros vão ficar nas unidades sem emitir ‘Permissões de Trabalho’, mantendo somente atividades essenciais nas plataformas, refinarias e áreas administrativas. Protestam contra a redução na participação dos lucros e resultados da Petrobras.