Rio - O pente-fino nos documentos que vão editar a medida provisória (MP) com reajuste para 300 mil servidores federais está na reta final. Os textos estão na Casa Civil e no Ministério do Planejamento. A maior dificuldade está na redação que reajusta salários de cerca de 220 mil servidores de 40 setores. São mais de 340 artigos e 400 páginas. Segundo o governo, os índices de aumento não serão alterados. Mas a porcentagem de gratificação dos aposentados pode ser modificada.
Outro texto que está sendo finalizado é o que agrupa as carreiras típicas de Estado (91 mil servidores) de áreas como Banco Central, advogados da União e grupo Fisco, que deixariam de ganhar vencimentos básicos e gratificações para passar a receber subsídios.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, confirmou a sindicalistas que o Planejamento não deverá mexer nos salários ou acordos firmados nas categorias, prejudicando milhares de servidores. Por mais que os sindicalistas estejam convictos, eles vão continuar “fiscalizando” as negociações. Representantes dos servidores acreditam que não haverá mais demora no envio do texto ao Congresso Nacional, por causa da pressão sobre o Planejamento.
Pressão que finalmente teve sinalização positiva por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Arlindo Chinaglia, que concordaram não haver mais motivos para adiar o reajuste, que deve chegar ao Congresso por MP nos próximos dias. Chinaglia também disse a Lula que obteve sinais favoráveis da base governista e da oposição para votar a MP tão logo ingresse no Congresso.
Ao saber das condições positivas do Executivo e Legislativo, os sindicatos entram em contagem regressiva para o anúncio do aumento. E dizem que já não existem mais desculpas para justificar atrasos na edição do reajuste salarial da elite do funcionalismo federal.