
São Paulo - A decepção do mercado com a continuada fraqueza da economia norte-americana e o temor de que grandes bancos globais mostrem novas perdas com a crise de crédito levavam os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para a ponta vendedora de ações nesta quarta-feira. Às 12h20 (horário de Brasília), o Ibovespa , índice com as 66 ações mais negociadas da bolsa paulista, recuava 2,31%, aos 38.632 pontos. O giro financeiro da sessão era de R$ 617,623 milhões.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que as vendas do varejo no país caíram 2,7% em dezembro, mais que o esperado, à medida que a deterioração do ambiente econômico forçou os consumidores a reduzir gastos durante a importante temporada de festas de fim de ano.
Além disso, o prejuízo de cerca de US$ 6,4 bilhões do banco alemão Deutsche Bank no último trimestre de 2008, a previsão do Morgan Stanley de que o HSBC pode ter de aumentar o capital em US$ 30 bilhões e o temor de que o Citigroup anuncie novas baixas contábeis punham o setor financeiro no centro do pessimismo do mercado.
Esse panorama contaminava as ações de bancos também na bolsa paulista. Bradesco era uma das piores do índice, caindo 3,7%, a R$ 21,53. Unibanco tinha baixa de 3,46%, valendo R$ 14,21.
Papéis de companhias ligadas a matérias-primas não tinham performance muito melhor. As siderúrgicas eram abatidas, puxadas por Gerdau Metalúrgica, que perdia 2,9%, a R$ 21,70.
Entre as blue chips, Petrobras cedia 1%, a R$ 23,70, seguindo o declínio nas cotações do barril do petróleo. Vale recuava 1,5%, a R$ 26,35.
As informações são do Terra