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17/3/2008 01:33:00

Força Militar: Soldo desvalorizou 15% em relação ao salário mínimo

Marco Aurélio Reis


Rio - O grupo de oficiais das Forças Armadas denominado Guararapes, em uma de suas últimas reuniões, levantou comparação que merece ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos seus subordinados e técnicos que discutem nesta semana o reajuste dos soldos: tomando como base os reajustes do salário mínimo, em dois anos os vencimentos militares desvalorizaram 15%. O ministro Jobim publicamente já disse que não gosta de comparações desse tipo. A indexação de qualquer vencimento ao mínimo, para ele, está abolida. Mesmo assim, cabe mostrar, ampliando as contas do grupo de oficiais, a perda do poder de compra dos soldos. Em 2006, ano do último reajuste salarial para oficiais e praças, o salário mínimo estava em R$ 350. Um terceiro sargento recebia R$ 1.560 de soldo (4,46 mínimos) e de vencimento líquido R$ 1.787 (5,11 pisos). No mês que vem, com o mínimo em R$ 415, o sargento com o soldo congelado receberá 3,76 pisos de soldo e 4,31 mínimos de vencimentos líquidos. A queda do poder de compra fica em 15,7% e 15,6%, respectivamente. Entre os oficiais, as perdas também podem ser facilmente contabilizadas. Em 2006, um jovem segundo tenente recebia de soldo R$ 3.075 (8,79 pisos salariais nacionais no valor de R$ 350) e R$ 3.139 de vencimentos líquidos (8,97 mínimos). A partir do próximo pagamento, essa proporção passará a ser de 7,41 pisos nacionais de soldo e de 7,56 salários mínimos de R$ 415.

“Como se vê, é a descida da ladeira social”, lamentou à Coluna um dos generais do Grupo Guararapes, cuja posição pública sempre é tomada após longas discussões. “A decisão de aumento do mínimo (de R$ 380 para R$ 415) foi acertada, mas escancara a insensatez do aviltamentos dos militares”, completou o general.

O ministro Nelson Jobim, vai aos EUA esta semana se reunir com o secretário da Defesa, Robert Gates, visitar a base aeronaval de Norfolk e conversar com fabricantes de equipamentos militares. Objetivo da viagem é “ouvir muito sobre procedimentos administrativos e organizacionais das Forças norte-americanas". No dia 14 de abril, Jobim inicia pela Venezuela viagem a nações da América do Sul para discutir a criação do Conselho de Defesa Sul-Americana. A passagem pelo país de Hugo Chávez foi marcada pelo presidente Lula, defensor do conselho, com objetivo de contribuir para a formação de uma identidade sul-americana no campo da defesa.

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