Rio - Um dia após a vigência dos reajustes nas tarifas do gás natural, a CEG e a CEG Rio divulgaram os índices que já estão onerando o bolso de seus consumidores. O aumento será dividido em duas parcelas. O gás canalizado para as residências já está 4,81% mais caro.
A partir de 1º de agosto, haverá novo acréscimo, de 1,92%. Conforme O DIA antecipou, o gás natural veicular (GNV) — que teve o maior aumento — subiu 16,29% na terça-feira e terá o segundo reajuste no mês que vem, de 5,88%.
A CEG estima que o impacto médio acumulado será de 6% para o gás residencial e de 23%, para o GNV. A distribuidora calcula que o preço médio do combustível nas bombas será de R$ 1,49 por metro cúbico, valor considerado razoável e honesto pelos técnicos da companhia. O preço do metro cúbico nas residências passa a ser de R$ 1,2099 (consumo de zero a 18 metros cúbicos mensais) e de R$ 1,9825 (acima de 199 metros cúbicos).
Para a indústria, os reajustes variam de 15% a 24%. Segundo a CEG, as atualizações são conseqüência dos aumentos da Petrobras. A primeira é trimestral e será aplicada em todo o País. A segunda vale só para o Rio.
O professor de Geografia Renato Faria, 43 anos, protestou: “Meu carro veio da fábrica como flex e instalei o kit-gás exatamente para economizar”, lamentou.