O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Economia
 CAPA
CONC. & EMPREGOS
COLUNA DO SERVIDOR
 Carro 0km sem ICMS  para policiais e  bombeiros
 
 
23/12/2008 01:13:00

Gasolina não vai baixar

Gabrielli avisa que queda do petróleo no exterior não chegará às bombas do País em curto prazo

Rio - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou ontem a possibilidade da queda do preço da gasolina e do diesel, no mercado interno, em curto prazo, devido ao forte recuo da cotação do petróleo no exterior. A hipótese chegou a ser levantada pelos diretores do Banco Central, conforme revelou a ata da reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo Gabrielli, a política da empresa é a mesma há seis anos: não repassar as oscilações do preço do barril de petróleo no exterior antes que o cenário se consolide.

“O Copom já disse que nós não falamos de juros e o que se espera é o que o Banco Central também não fale sobre o preço da gasolina”, criticou. Ele ressaltou que não é possível saber com exatidão quais serão as variações do preço da gasolina no exterior, assim como as do câmbio até julho do ano que vem: “Se hoje a previsão do mercado é de que o petróleo vai variar até julho 25% para mais, quanto vai variar o câmbio? Ninguém sabe”.

Gabrielli lembrou que, quando o barril de petróleo foi a US$ 140, a Petrobras não aumentou os preços da gasolina. Então, não fará isso agora, já que o barril está na faixa dos US$ 40.

INVESTIMENTO MAIOR

De acordo com Gabrielli, essa indefinição, causada pelas incertezas em conseqüência da crise financeira global, foi o que levou a Petrobras a adiar a decisão sobre o plano de investimentos para o período 2009-2013. “Não houve reprovação do plano, mas um consenso. Houve uma necessidade de definir com mais precisão nossos projetos diante das atuais expectativas”.

Apesar das incertezas, ele anunciou que a estatal vai investir mais no ano que vem. Em 2008, disse, os investimentos devem ficar entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões. Em relação ao desenvolvimento das áreas da camada do pré-sal, Gabrielli afirmou que é viável mesmo com o preços atuais do petróleo, desde que permaneçam de US$ 40 a US$ 50.

OS PRINCIPAIS PONTOS DA ENTREVISTA DO PRESIDENTE DA PETROBRAS

PLANO ADIADO
A decisão de adiar o Plano de Investimentos foi unânime, de todos os membros da diretoria e do conselho. “Não houve reprovação do plano, mas um consenso. Houve uma necessidade de definir com mais precisão nossos projetos diante das atuais expectativas”.

INVESTIMENTOS
Ficarão acima do volume entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões investidos neste ano. A estatal vai reavaliar projetos e licitações em curso para buscar eventuais reduções em preços de equipamentos e serviços por parte de fornecedores.

ORÇAMENTO
A empresa encaminhou em agosto ao Congresso proposta de investir R$ 72 bilhões, mas, diante da crise, o volume deverá ser menor. Pela primeira vez nos últimos seis anos, a Petrobras vai começar 2009 sem ter definido seu orçamento.

COMBUSTÍVEIS
A estatal não pensa em reduzir os preços da gasolina e do óleo diesel no País, em função da forte queda do petróleo no mercado internacional. “Nós não repassamos para o mercado brasileiro a volatilidade de curto prazo do mercado internacional. Quando o preço do petróleo foi a US$ 140 o barril, nós não alteramos o preço no Brasil. E também agora nós não temos clareza de quanto vai ser o preço da gasolina daqui a seis meses”.

PRODUÇÃO
A não-definição do orçamento da Petrobras não terá impacto no curto prazo na produção da estatal. “A produção de 2009 depende de decisões de cinco anos atrás. A decisão sobre os investimentos de agora só vai impactar projetos em 2014/2015”.

PRÉ-SAL
Somente os projetos ligados ao pré-sal foram detalhados na reunião que discutiu o plano de investimentos da empresa para o período de 2009-2013. Concluiu-se que o desenvolvimento dessas áreas é viável, desde que com preços na faixa entre US$ 40 e US$ 50.

COTAÇÕES
Com o agravamento da crise global, já era esperada a queda no preço do barril de petróleo: “Mas não imaginávamos que seria tanto”.

LICITAÇÕES
A licitação de duas plataformas (P-61 e P-63), cujas propostas foram abertas na sexta-feira, poderá ter o preço revisto diante de quedas como a do preço do aço, que já despencou 40% no exterior.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
'Preço da gasolina não cai no curto prazo', afirma presidente da Petrobrás (22/12/2008 17:10:00)

Lula critica taxações sobre etanol e pede que países produzam biocombustíveis (21/11/2008 15:37:00)

GNV fica 7% mais caro (14/10/2008 01:18:00)

Lula: pré-sal é ponte para erradicação da pobreza (07/09/2008 20:20:00)

 
últimas
11:55 - Economia
Código prevê renegociação de dívidas em caso de desemprego do consumidor

19:32 - Economia
Mantega quer revisão de cotas do Brasil no FMI antes de 2011

17:48 - Economia
Economista recomenda aumento de investimentos públicos contra crise

14:49 - Economia
Lula: a crise pode ser resolvida com decisões políticas no G20

14:49 - Economia
Obama: China e investidores podem ter 'absoluta confiança' na economia dos EUA

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho | Trabalhe Conosco