Rio - Interessados na compra do imóvel poderão escolher uma das 44 mil ofertas disponíveis na terceira edição do Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal. O número é 25% superior ao ofertado no ano passado. O evento será entre os dias 14 e 17, no estacionamento do Supermercado Extra 24h, na Avenida das Américas 1.510, Barra. Unidades serão financiadas em até 100% com juros que variam de 3% a 11,83% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento é de até 20 anos.
Uma das vantagens é que o comprador terá como negociar o melhor preço e ainda contar com o empréstimo habitacional aprovado na hora. Serão 113 estandes de construtoras e imobiliárias, além da Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio de Janeiro) e das secretarias estadual e municipal de Habitação. Para se ter idéia, do total de 15.200 imóveis (novos e na planta), 9 mil têm avaliação média de R$ 65 mil e poderão ser financiados com recursos do FGTS.
Já 2.900 unidades serão comercializadas com dinheiro da poupança e com recursos próprios da Caixa. Nesse caso, a média é de R$ 150 mil. O feirão terá 3.300 unidades do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), com valor médio de R$ 36 mil. A modalidade é voltada para famílias com renda de até R$ 1.800. Outro número expressivo é o de unidades usadas, com 29.300 ofertas e valor médio de R$ 55 mil.
ASSINATURA NO LOCAL
Segundo o superintendente da Caixa no Rio, José Domingos Vargas, o feirão terá opções de imóveis para todas as faixas de renda. “Não há limite para o financiamento. A capacidade de pagamento do interessado é que vai definir o valor a ser emprestado”, explica.
Vargas destaca que, das 44 mil, 75% das unidades estão avaliadas em até R$ 65 mil. A Ética Imobiliária também vai participar do evento com mais de 11 mil imóveis. De acordo com o diretor-presidente, Marlei Feliciano, a empresa levará 400 imóveis avaliados pela Caixa, facilitando assinaturas no local.
Oferta de imóveis retomados
A Caixa também colocará à venda os imóveis retomados de mutuários inadimplentes. Serão apenas 1.500 unidades com preços mais em conta do que o valor praticado no mercado — na faixa de R$ 33 mil. Mas é preciso ter cuidado. A maioria dessas unidades está ocupada, e o comprador terá que enfrentar o desgaste de retirar o morador do imóvel. Outro ponto desfavorável é que há unidades contestadas na Justiça, em ações que levam anos para chegar ao fim.
A dica é optar por imóveis desocupados e livres de pendências judiciais. O diretor da ABMM (Associação Brasileira de Moradores e Mutuários), Paulo Roberto Zancaneli, alerta que a aquisição de imóvel, como todo negócio, envolve risco. Ele orienta que é preciso visitar o imóvel antes. Em 99% dos casos, o imóvel que vai a leilão foi retomado por inadimplência do mutuário.