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08/06/2007 01:13:00

Até penhor reduziu juro

Instituições financeiras pegam carona na redução da Taxa Básica de Juros (Selic), que caiu de 12,5% para 12% ao ano, e adotam percentuais menores em suas linhas de empréstimo

Cristiane Campos

Rio - Bancos já anunciam redução nos juros de várias modalidades de crédito devido à queda de 0,5% na Taxa Básica de Juros (Selic), divulgada na quarta-feira pelo Copom (Comitê de Polícia Monetária do Banco Central). Em algumas instituições bancárias, já é possível recorrer aos novos percentuais.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, baixou a taxa do penhor, de 2,26% para 2,10%, ao mês, no empréstimo de até R$ 300. Já no crédito pessoal para antecipação do 13º, novas taxas são de 2,84% e 2,80%, ao mês — queda de 0,11 ponto percentual, face as taxas anteriores.

No consignado (desconto em folha) para funcionários públicos, as taxas caíram de 3,19% para 2,90%, ao mês, e de 1,48% para 1,07%, ao mês. O prazo de pagamento, que varia de seis a 72 meses, define o percentual. Para trabalhadores da iniciativa privada, o desconto em folha é feito em até 36 meses. Nesse caso, a taxa baixou de 3,80% para 3,61%, ao mês. Novos percentuais passam a valer na segunda-feira.

O Banco do Brasil também vai reduzir, a partir de segunda, taxas para cheques especiais, cartões de crédito e linhas de crédito direto ao consumidor (CDC). As taxas mínimas do cheque especial e do cartão de crédito terão redução de 1,94% para 1,90%, ao mês.

Taxas máximas desses produtos terão redução de 7,64% para 7,60%, ao mês. No crédito direto ao consumidor (CDC), serão reduzidas as taxas do CDC Salário (de 4,30% para 4,24%, ao mês); o CDC Empréstimo Eletrônico e o CDC Renovação (de 4,59% para 4,53%, ao mês); BB Crédito Parcelado Cartão (de 3,08% para 3,04%, ao mês), além do BB Crediário (de 2,38% para 2,32%, ao mês).

O Bradesco é o primeiro banco privado a anunciar as reduções após a queda da Selic. Clientes pessoa física e jurídica já podem contar, a partir de hoje, com os novos percentuais. Os juros do cheque especial caíram de 7,99% para 7,95%, ao mês, na máxima, e de 4,44% para 4,42%, ao mês, na mínima. Já no consignado INSS, a nova taxa é de 1,20%, ao mês. As taxas do Crédito Pessoal foram reduzidas de 5,55% para 5,51%, ao mês, na máxima, e de 2,64% para 2,36%, ao mês, na mínima.

Empréstimo sem burocracia

A Caixa Econômica Federal reduziu as taxas do penhor. Os novos percentuais começam a valer a partir de segunda-feira. A modalidade, tradicional da instituição, é a forma de empréstimo mais fácil para os consumidores. Não há burocracia e nem a necessidade de comprovação de renda. Basta apresentar jóia, documento de identidade, CPF e comprovante de residência.

O funcionário da Caixa vai avaliar a peça e liberar o dinheiro na hora, após a formalização da operação de penhora, com o pagamento da Tarifa de Risco e da Tarifa de Abertura e Renovação de Crédito (TARC).

A operação é efetuada somente em agências que oferecem a linha de crédito. Para os empréstimos de até R$ 300, a taxa de juros passou de 2,26% para 2,10%. As operações acima desse valor, passaram de 2,92% para 2,88%, ao mês. O pagamento pode ser feito em 30, 60, 90 e 120 dias. A Caixa empresta até 80% da jóia dada em garantia. Quem não paga tem a peça leiloada.

Alívio para os aposentados

Aposentados e pensionistas do INSS também foram beneficiados com a redução da Selic. O Bradesco, por exemplo, baixou para 1,20% ao mês a taxa do consignado (desconto em folha) para os segurados da Previdência. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já haviam reduzido os percentuais recentemente. A Caixa opera com juros de 0,92%, para pagamento em até seis meses.

A partir do sétimo mês, a taxa passa para 1,69%, ao mês, para pagamento em até 12 vezes, e 2,16%, em até 24 meses. Acima desse prazo, os juros sobem para 2,30%, ao mês (em até 36 vezes).

No Banco do Brasil, a taxa mínima praticada é de 0,95%, ao mês. Nesse caso, o pagamento tem que ser limitado em até seis parcelas. Para prazos mais longos, como em 36 meses, o percentual adotado pelo banco é de 2,30% ao mês. O INSS alerta que é vedada a contratação de empréstimos por telefone. A instituição proibiu, desde 15 de maio de 2006, a cobrança da Taxa de Abertura de Crédito (TAC).

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