Rachel Vita
Rio - O crescimento da produção do petróleo e o aumento de preço e da exportação colocaram os serviços relacionados à extração do produto e do gás em primeiro lugar do ranking de vendas no Rio de Janeiro, em 2005. Cinco anos antes, não apareciam nem entre os 10 mais do estado. Os campeões eram cerveja e chope, que pularam para 11º lugar . É o que mostra a Pesquisa Industrial Anual, feita pelo IBGE.
Cerveja e chope venderam mais que em 2000, mas não cresceram na mesma proporção que serviços do setor de petróleo e gás. Passaram de R$ 1,13 bilhão para R$ 1,39 bilhão, em 2005.
Dois outros produtos também despencaram no ranking. Remédios contendo produtos misturados ou não pularam do segundo (R$ 636 milhões) para o 22º lugar (R$ 758 milhões). Refrigerantes, antes em terceiro (R$ 551 milhões), ficaram à frente dos medicamentos, mas fecharam 2005 na 19ª posição (R$ 836 milhões). Já o campeão em 2005 registrou vendas de R$ 1,93 bilhão.
Produtos da siderurgia ganharam mais espaço na venda do parque industrial fluminense. Em 2005, bobinas, de diferentes tipos, subiram para as posições ocupadas por medicamentos e refrigerantes, em 2000.
“O aumento guarda relação com a indústria automobilística e também com a exportação”, explica André Luiz Oliveira, economista da Coordenação de Indústria do IBGE. Caminhões, com motor a diesel, apareceram pela primeira vez entre os 10 mais em 2005, em 5º lugar.
Crescimento na produção, mas perda de espaço em emprego, na ordem de 2,1% no estado. “Esses setores (serviços ligados a petróleo e gás) não são tipicamente empregadores. Criam empregos, mas não tanto quanto o setor têxtil e de calçados”, diz o coordenador de Indústria do IBGE, Silvio Sales.