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29/6/2007 01:12:00

Até sete anos para pagar

Financeiras e bancos já estudam oferecer opções para compra de carro em até 84 meses

SÃO PAULO - As financeiras e bancos estudam oferecer opções de crediário em até 84 meses (sete anos) para a compra de carros, segundo a Serasa, maior empresa brasileira de informações para a concessão de empréstimos. Essa opção de pagamento com prazo mais longo vem ajudando a indústria automobilística a bater recordes de venda. Hoje, os prazos para carros novos vão até 72 meses (seis anos), com taxa de juros de até 2,5% ao mês.

“Em breve as lojas terão faixas oferecendo 80 meses para pagamento”, antecipa Márcio Ferreira Torres, gerente de análise de crédito da Serasa. Atualmente, pelo menos 70% das vendas de veículos são financiadas. Segundo as montadoras, metade dos contratos é por prazos acima de 36 meses.

Desde janeiro, a indústria automobilística vendeu 1,044 milhão de veículos, quase 210 mil mais que no primeiro semestre do ano passado. O volume é recorde para o período e representa avanço de 25% nos negócios.

Estabilidade econômica, melhora na renda e facilidades para o crédito contribuem para o desempenho. A média de vendas vem se mantendo na casa de 10 mil unidades ao dia, acima da registrada em maio, quando a indústria comercializou 211 mil veículos, um recorde.

PRAZO AINDA MAIOR

Representantes do setor calculam que, neste mês, as vendas ficarão próximas a 200 mil unidades, pelo fato de junho ter dois dias úteis a menos que maio. José Rinaldo Caporal, da consultoria Megadealer, especializada no varejo de carros, afirma que, futuramente, as financeiras chegarão a prazos de até 100 meses: “Os prazos são esticados aos poucos”.

De acordo com o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze, quem compra um veículo em mais de 48 meses normalmente troca de carro na metade do prazo e refaz o financiamento. Reze ressalta que houve aumento da inadimplência na carteira de financiamentos: de 2,2%, em 2005, para 3,3%, agora. “A subida sinaliza cuidado”, diz, embora ainda não seja preocupante.

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