Brasília - A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) definiu os valores que serão cobrados pelo minuto nas ligações locais no ano que vem, quando termina o atual sistema de pulso. No Rio, o consumidor vai pagar R$ 0,10 (valor exato, com impostos, R$ 0,10162) ou R$ 0,06 (sem impostos). Os novos valores passarão a ser cobrados entre março e julho, quando as empresas terão que estar adaptadas às mudanças impostas nos contratos de telefonia, que serão assinados no dia 16 deste mês.
Com a nova tarifação, será beneficiado o cliente que fala menos tempo ao telefone, mesmo que mais vezes. Já aqueles que ligam pouco, mas demoram muito tempo na mesma chamada, vão pagar mais em 2006.
A lógica é a seguinte. No sistema atual (1 pulso equivale a 4 minutos), o consumidor paga o primeiro pulso (R$ 0,11 sem impostos) no momento em que a ligação é completada e, depois, a cada 4 minutos. Por isso, as chamadas longas são mais baratas – R$ 0,11 (a cada quatro minutos). Quando o cliente fala muitas vezes e rapidamente, acaba pagando ao menos 1 pulso por ligação – mesmo que fique na linha só 30 segundos.
No ano que vem, com o fim da cobrança por pulso, o minuto será dividido em 10 frações de 6 segundos – logo o cliente vai pagar só pelo tempo em que realmente ficar na linha. Por isso, quando demorar, vai pagar muito; quando for rápido, pouco. “A chamada de longa duração vai ficar mais cara e a de curta mais barata. Isso é extremamente justo”, afirmou Pedro Jaime Ziller, conselheiro da Anatel e relator do sistema de cobrança. Segundo a agência, em média, o brasileiro gasta três minutos em cada chamada.
Não haverá mudanças nas ligações feitas de celulares e nas chamadas de longa distância nacional e internacional, que já são cobradas por minutos.