Casa própria mais perto para os militares
Cristiane Campos
Rio - O ministro das Cidades, Marcio Fortes, garantiu em entrevista a O DIA que sairá ainda este ano o financiamento habitacional especial para militares, que prevê empréstimo de 100% para compra do imóvel: “Estive com o general Francisco Albuquerque, do Comando Geral do Exército, e priorizamos o assunto”, contou o ministro.
Uma vantagem para os militares é que o desconto das prestações será em folha, o que reduz a burocracia na análise cadastral e simplifica a exigência do comprometimento de renda. Nos programas habitacionais com o FGTS, o militar terá direito a financiar 100% do imóvel. O prazo de pagamento é de até 20 anos.
O empréstimo especial será administrado pela Caixa Econômica Federal, com juros que variam de 6% a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). “O acordo é disponibilizar para os militares todas as linhas de crédito imobiliário da instituição”, informa Marcio Fortes. A tropa poderá comprar unidades usadas, novas ou na planta. Os interessados podem conferir as condições da Caixa e simular de quanto será a prestação do financiamento no site www.caixa.gov.br.
Ootra opção O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) também será oferecido a militares de patentes mais baixas, como cabos e soldados. A modalidade tem renda limite de R$ 1.800. As unidades têm, em média, 37 metros quadrados, divididos em sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área. O arrendatário paga parcelas mensais como se fosse um aluguel social e, só depois, tem a opção de compra. O prazo de pagamento é de 15 anos.
O acesso aos imóveis, na maioria dos casos, acontece por sorteio pela Loteria Federal. Para se ter idéia, milhares de militares já se inscreveram para a compra da moradia em condições especiais. A Aeronáutica, por exemplo, já tinha cadastrado pela Internet interessados em sair do aluguel.
O ministro adiantou que, em setembro, a Caixa terá que pedir reforço no orçamento habitacional devido à grande procura. “Até junho, já havíamos liberados R$ 7 bilhões, do total de R$ 12,6 bilhões. A baixa renda levará a maior parte, R$ 10,6 bilhões”, destacou.
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