O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Economia
 CAPA
CONC. & EMPREGOS
COLUNA DO SERVIDOR
 Carro 0km sem ICMS  para policiais e  bombeiros
 
 
19/3/2008 01:13:00

Ministro admite que governo e Petrobras analisam reajuste para os preços dos combustíveis

Gabrielli (E) e Lobão: disparada do petróleo vem intensificando a pressão por aumento. Foto: ABrRio - O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, admitiu a possibilidade de um reajuste nos preços dos combustíveis em função da alta da cotação do petróleo no mercado internacional. “Essa é uma questão que está sendo examinada pela própria Petrobras e, depois, será tratada em nível de ministério e do próprio governo. Há tempo para se resolver isso”, afirmou Lobão. Ontem, os preços voltaram a fechar em alta. Em Nova Iorque, a valorização do barril foi de 3,54%, a US$ 109,42. Em Londres, o petróleo tipo Brent subiu a US$ 105,56.

Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli disse que o mercado ainda passará por um período de grande volatilidade e que qualquer decisão só será tomada após a configuração de um novo patamar de preços. Ele esclareceu que a crise nos EUA não afetará os combustíveis no Brasil. “Não é por um cenário de instabilidade que a gente vai alterar o preço. Se alterar o preço da gasolina, é por outras razões”.

Desde que o barril de petróleo ultrapassou a marca de US$ 100, no começo do mês, o mercado vem questionando a política de preços dos combustíveis, que estariam defasados em relação aos praticados no exterior. A Petrobras não reajusta gasolina e diesel desde 2005, quando o petróleo estava na casa de US$ 60, o barril.

Para Gabrielli, as cotações atuais estão muito influenciadas pela crise, já que o petróleo foi eleito como porto seguro para investidores em fuga de ativos financeiros tradicionais.

No Rio, em seminário promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, ele mostrou dados da Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque (Nymex), estimando que 95% dos contratos negociados atualmente não representam entregas físicas de petróleo. Na opinião de Gabrielli, as relações entre oferta e demanda hoje são compatíveis, e o cenário tende a ficar menos apertado com uma eventual desaceleração da economia dos EUA, a maior consumidora de petróleo do mundo, o que, certamente, provocaria uma queda nos preços.

O presidente da Petrobras garantiu que a crise nos EUA não afetará o plano de investimentos da companhia, mas deve criar dificuldades na busca por financiamentos. A estatal ainda planeja captar US$ 5 bilhões este ano e, de acordo com Gabrielli, a aversão ao risco nos mercados globais pode atrapalhar. Ele afirmou, porém, que a Petrobras tem opções para custear os investimentos, como, por exemplo, usando capital próprio.

Álcool: consumo vai bater o de gasolina

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) prevê que até abril o consumo de álcool no Brasil como combustível vai superar o de gasolina. A estimativa foi anunciada pelo superintendente da agência, Edson Silva, e toma por base a evolução no consumo dos dois combustíveis nos últimos 12 meses.

Ele lembrou que isso já ocorreu no País no fim dos anos 80, auge do Proálcool. Segundo Edson Silva, em janeiro de 2007, o País consumiu 1,520 bilhão de litros de gasolina e 1,088 bilhão de litros de álcool (anidro e hidratado), diferença de 432 milhões de litros. Em janeiro de 2008, essa diferença caiu a 49 milhões de litros — 1,515 bilhão (gasolina), contra 1,466 bilhão (álcool).

O avanço do álcool é um dos fatores que seguram os preços da gasolina. Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que não há como subir o preço sob risco de perder mais mercado. O excedente de gasolina no País vem forçando a exportação de volumes cada vez maiores. O problema é que a gasolina é exportada a preços mais baixos que os cobrados no Brasil.

Contrato garante mais gás ao Rio

CEG e Petrobras fecharam acordo para suprimento de gás pelos próximos cinco anos. O contrato, a ser assinado na próxima semana, vai atender ao aumento do consumo total, que subirá de 7,5 milhões de m³ de gás por dia para 9,5 milhões até 2012. A informação é do gerente de Regulação e Tarifas da CEG, Sérgio Soares dos Santos, confirmada pelo gerente de Gás e Energia da Petrobras, Luiz Costa Pereira.

Para o vice-presidente da Associação Latino-Americana de GNV, Rosalino Fernandes, o novo contrato deve ser estabelecido incorporando a cláusula de flexibilidade. Isto é, em períodos de seca, quando as hidrelétricas produzem menos energia, parte do gás poderá ser transferida para termelétricas. Em compensação, as empresas ganhariam desconto nos meses seguintes.

O setor de GNV recebeu a notícia com otimismo, pois o abastecimento será garantido em contrato. Apesar do aumento da oferta de gás, é provável que a Petrobras reajuste o preço do combustível. Se isso acontecer, os donos de postos adiantaram que o acréscimo será repassado ao consumidor.

Mesmo assim, a indústria do setor não acredita em aumento significativo. “Falamos para os consumidores pesquisarem. Muitos postos se aproveitam das crises para subir o preço e esquecem de baixá-lo em tempos estáveis”, ensina o presidente do sindicato das oficinas convertedoras, Celso Mattos.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Lula descarta alta da gasolina e diz que País está 'tranqüilo' quanto à crise norte-americana (20/3/2008 16:08:00)

Petrolífera boliviana investirá mais de US$ 300 milhões no processo de nacionalização (17/3/2008 09:57:00)

Petrobras reafirma que manterá preços dos derivados (14/3/2008 18:55:00)

Barril do petróleo bate novo recorde (5/3/2008 18:13:00)

 
últimas
11:55 - Economia
Código prevê renegociação de dívidas em caso de desemprego do consumidor

19:32 - Economia
Mantega quer revisão de cotas do Brasil no FMI antes de 2011

17:48 - Economia
Economista recomenda aumento de investimentos públicos contra crise

14:49 - Economia
Lula: a crise pode ser resolvida com decisões políticas no G20

14:49 - Economia
Obama: China e investidores podem ter 'absoluta confiança' na economia dos EUA

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho | Trabalhe Conosco