Novas plataformas geram 14 mil postos de trabalho
Andréa Machado
Rio - Mesmo com a crise financeira assombrando o mundo, o ano que está começando pode ser bom para quem trabalha no setor de petróleo, gás e offshore. A Petrobras promete manter o ritmo de investimentos em 2009: 20 plataformas serão construídas nos próximos anos (nove devem começar a operar até 2013), o que vai demandar a contratação de mão-de-obra. A expectativa é que sejam gerados, diretamente, quase 14 mil postos de trabalho.
Construída no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, e no Porto Novo Rio, também no Rio, a P-56 é uma das que vão entrar em operação até 2013. Sua construção deverá gerar no País, aproximadamente, 4.800 empregos diretos e outros 20 mil indiretos.
Réplica da P-51, a plataforma será toda construída no Brasil e terá capacidade de processar por dia 100 mil barris de petróleo e produzir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural. Os blocos do casco são fabricados na Nuclep, em Itaguaí.
Outra plataforma que deverá ter conteúdo nacional mínimo de 70% é a P-55. A previsão é que gere mais de 3.500 empregos diretos somente na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Mas, como a montagem será feita também em Niterói, outras oportunidades de trabalho deverão ser criadas no Estado do Rio.
A plataforma P-57 deve gerar 3 mil empregos no Brasil e tem conteúdo nacional mínimo previsto de 65%. Está sendo fabricada em Cingapura, mas, em fevereiro do ano que vem, deverá chegar a um estaleiro em Angra dos Reis. Já as plataformas P-59 e P-60 vão gerar cerca de 2.500 empregos diretos. As obras começam neste ano e seguem até 2012. As duas serão construídas em Maragogipe, na Bahia.
As nove unidades que deverão começar a operar até 2013, quando estiverem funcionando a plena carga, vão acrescentar à produção brasileira mais de 790 mil barris de petróleo por dia e mais de 35 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
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