
Brasília - Na avaliação do diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, a empresa faz uma verdadeira "ginástica" para manter o quadro de funcionários mesmo com a queda de produção decidida pela mineradora no final de outubro. O empresário participou da cerimônia de assinatura de um empréstimo concedido pelo banco sul-coreano Korean Kexin Bank, nesta quarta-feira, em Brasília.
"Até lá (o fim da crise) o que a gente está fazendo é uma ginástica no sentido de (manter) empregados. Isso tudo tem limite. A gente está torcendo para que as coisas melhorem mais rapidamente. Por ora, momentaneamente até o mercado se ajustar, estamos reduzindo um pouco a produção. No ano que vem a gente retoma".
"O que nos preocupa é a duração disso (da crise). Pelo jeito ninguém tem uma visão muito clara de quanto tempo isso vai demorar. Tem pessimista falando em dois anos, tem otimista falando em cinco, seis meses. Eu estou mais na linha dos otimistas. Acho que é uma crise forte, ela ajusta forte, começa uma retomada discreta lá para março. É muito grave", comentou
Para Agnelli, "na Ásia, na Europa, nos Estados Unidos a situação é muito complicada". "Todo mundo sente. A Vale tem que se ajustar porque lá fora está feio", concluiu.
As informações são do Terra