Rio - O Plano Collor foi implementado em 15 de março de 1990 pelo presidente Fernando Collor de Melo. O nome oficial era Plano Brasil Novo, mas como ficou fortemente associado à figura do presidente, logo ficou conhecido como Plano Collor. Na época, quem tinha mais de NCZ$ 50.000,00 na poupança teve o dinheiro bloqueado pelo banco.
Segundo o Plano Collor, as quantias bloqueadas seriam transferidas para o Banco Central e a partir daí passariam a receber correção pelo BTNF (Bônus do Tesouro Nacional Fiscal). Assim, os excedentes das poupanças que aniversariavam na 2ª quinzena de março de 1990 não seriam mais corrigidas pelo IPC do mês de março (84,32%), mas sim pelo BTNF, que no mesmo período havia acumulado variação de 41,28%.
Em abril, quando deveria ser paga a correção de março (o IPC de 84,32% mais a remuneração contratual da poupança), os valores retidos já estariam à disposição do Banco do Central e, por causa disso, os saldos foram corrigidos por índices que não superaram 8%. O Banco Central argumenta que esses percentuais correspondem à variação do BTNF, calculada para cada dia de aniversário das contas. Contudo, o BTNF integral de março de 1990 foi de 41,28%.