O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Educação
 CAPA
 Guia de profissões
 Onde está o  emprego
 Disputando uma  vaga
 Profissão em  destaque
 APERFEIÇOAMENTO  PROFISSIONAL
 EMPREENDEDOR
»  Artigo
 
  
  
10/7/2008 01:23:00

Uerj contra homofobia

Reitor adota medidas para eliminar preconceito contra gays, entre elas acesso de travestis e transexuais a banheiro feminino

Andréia Lopes


Rio - Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o cartaz indicativo do banheiro feminino agora quer dizer: permitida a entrada de mulheres, travestis e transexuais. A decisão, que também vale para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, faz parte de uma série de compromissos firmados em maio pelo reitor Ricardo Vieiralves com o objetivo de combater a homofobia, preconceito contra homossexuais.

Posta em prática, a medida não é unanimidade entre os alunos. A estudante de pedagogia Jaqueline Santos, 23 anos, aplaude a medida. “Deve estimular as pessoas a aceitar o outro. É uma questão de costume”, diz ela. Já Lisandra Jerdy, 22, do mesmo curso, diz que se sentirá constrangida. “Já entrei e tinha um homem. Vou ficar na dúvida se ele está mal intencionado”, conta.

Entre os seis itens da carta compromisso está antiga reivindicação: o tratamento de travestis e transexuais por seus nomes sociais. A opção pode ser usada para inscrição no vestibular, matrícula, lista de chamada, além do convívio social em atividades acadêmicas. Outra medida garante o acompanhamento em consultas e internações no Hospital Pedro Ernesto de companheiros do mesmo sexo.

Mestre de cerimônias da Uerj e pesquisador de gênero e sexualidade na mídia, o jornalista Eduardo Peret explica que a idéia é incorporar travestis e transexuais ao gênero feminino. “A intenção é reduzir ao máximo a questão do preconceito. A idéia é a normalização do processo”, diz ele.

Publicitária e funcionária da Diretoria de Comunicação da Uerj, Cristiane Carvalho acredita que no início as pessoas podem estranhar, mas com o tempo se acostumam. Casada com uma mulher há dois anos, com quem oficializará união, e mãe adotiva de Vitória, 5 anos, Cristiane diz que os próprios homossexuais devem se assumir para que a sociedade os respeite. “Tem que mostrar a realidade no dia-a-dia. O reitor tem a mente para a frente, mas cabe a nós fazermos com que as pessoas encarem o homossexualismo com naturalidade”, avalia ela.

A mobilização contra a discriminação foi intensificada na I Conferência Estadual de Políticas Públicas para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), em maio.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 
últimas
16:12 - Educação
UFRJ divulga 4ª lista de remanejamento e reclassificação

17:46 - Educação
Municípios paraenses recebem biblioteca flutuante

17:43 - Educação
Uerj inclui a Uezo no vestibular e divulga datas de provas

17:18 - Educação
Veja dicas para o vestibular depois do intercâmbio

17:17 - Educação
Jornalistas ministram oficinas para estudantes e recém formados no IETV

» mais notícias  
 Shopping
Veja mais ofertas Veja mais ofertas Veja mais ofertas

Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho