Marluci Martins
Rio - O gol passou a ser coisa séria na vida de Romário já no Estrelinha, time fundado pelo pai, Edevair. Aos 13 anos, aquele baixinho abusado ainda fazia testes no infanto-juvenil do Olaria. Mas dali para o Vasco, foi um pulo.
Em 1985, Antônio Lopes deu-lhe chance no time profissional. Romário não decepcionou: no dia 18 de agosto, ele fez o seu primeiro gol, num amistoso contra o Nova Venécia.
Ainda em 1985, uma experiência para se orgulhar: Romário formou dupla de ataque com o maior ídolo da história do Vasco, Roberto Dinamite. Naquele mesmo ano, foi artilheiro do Campeonato Estadual, com um gol a mais que o companheiro.
A primeira convocação para a Seleção veio em 1987: um amistoso contra a Irlanda. Em 1988, Romário teve a decepção de ganhar apenas a medalha de prata na Olimpíada de Seul, e o prazer de ter sido artilheiro da competição.
Seu ciclo no Brasil sofreria interrupção. Romário foi para o PSV, da Holanda, por 5 milhões de dólares, e tornou-se ídolo da torcida.
A Seleção era sua segunda casa. Em 1989, fez o gol da vitória sobre o Uruguai, na final da Copa América. E, no ano seguinte, disputou a Copa do Mundo, na Itália.
Em 1994, Romário transferiu-se para o Barcelona, por 4,5 milhões de dólares. Foi artilheiro e campeão espanhol, mas o seu comportamento fora de campo levou os torcedores à loucura.
Na Copa dos Estados Unidos, em 1994, Romário foi rei. Seu prestígio aumentou ainda mais, com a conquista do título. O ano de 1995 começou bem: no Flamengo, foi artilheiro do Campeonato Estadual, ao lado de Túlio. Mas no segundo semestre, nada deu certo.
Em 1996, Romário voltou à Espanha, dessa vez para o Valencia, mas ficou por lá somente por dois meses, devido a uma briga com o técnico Luis Aragonés.
O ciclo no exterior não terminaria ali. Romário voltou ao Flamengo — foi cortado da Copa de 98 —, jogou no Vasco e no Fluminense. Mas ainda rodou por Al Saad, Miami FC e Adelaide United. Tudo por causa da incansável busca do milésimo gol.