Rio - O Botafogo está em atraso no pagamento do aluguel do Engenhão junto à Prefeitura, mas não corre risco, pelo menos por enquanto, de perder a concessão de 20 anos conseguida em 2007. Quem faz a revelação e ao mesmo tempo acalma o torcedor é o próprio Eduardo Paes, prefeito eleito no Rio para os próximos quatro anos.
“Há algum atraso, sim. Mas atualmente não existe a menor possibilidade de o Botafogo perder a concessão do estádio”, afirmou o futuro prefeito do Rio.
Secretário de Esportes na gestão de Cesar Maia, Paes também prometeu um plano de ação para melhorar os acessos ao Engenhão, facilitando a chegada dos torcedores. Assim, espera torná-lo mais viável a receber jogos de grande porte e mais rentável ao Alvinegro.
“Atualmente o Engenhão é inviável. O acesso é muito complicado, mesmo nos jogos menores. É preciso fazer algumas obras nas imediações, que deveriam ter sido feitas para o Pan. Só assim o estádio estará apto a receber jogos maiores e será lucrativo para o clube”.
No próximo ano, o estádio será a grande aposta para geração de renda extra. Só assim o futebol terá condições de se manter. As mudanças serão muitas e o orçamento será apertado.
Triguinho deve sair
Enquanto a diretoria busca o contato com alguns jogadores para tentar a renovação dos contratos, outros já deixam claro que não deverão continuar. Segundo o empresário Triguinho, Letto, o lateral interessa ao Santos e ao Internacional e dificilmente permanecerá.
Mesmo com as dificuldades esperadas para o próximo ano, o técnico Ney Franco acredita na possibilidade de formar uma equipe competitiva para a disputa do Estadual e da Copa do Brasil.
“O grupo do Botafogo precisa de reestruturação. Certamente haverá uma transformação grande. Virão reforços para somar aos que ficarão aqui e, com isso, esperamos montar um time forte”, afirmou.