Rio - O Vasco dá sua cartada final no Campeonato Brasileiro contra o Figueirense, às 16h, em Florianópolis. A regra do jogo é simples: o time de São Januário precisa vencer e torcer por um tropeço do Paraná diante do São Paulo para conseguir vaga na Libertadores. Depois da decisão da Copa do Brasil com o Flamengo, esse é o jogo da vida de Renato Gaúcho. O técnico revela seus trunfos e diz que, como treinador, 2006 foi o ano em que ele tirou o ás da manga.
“Chegou a hora da cartada decisiva. O Vasco merece essa vaga, mas se isso não acontecer, o trabalho não estará perdido. Só por estarmos na luta por uma vaga da Copa Libertadores somos vitoriosos”, afirma Renato.
Quando fala sobre a adversidade do fato de ter que vencer e torcer por outro resultado, Renato volta ao ano de 1995. Na ocasião, como jogador do Fluminense, o atual técnico vascaíno marcou, de barriga, o gol que deu o título estadual em cima do Flamengo. “Aquela foi uma situação adversa que revertemos”, recorda.
O técnico tirou uma carta da manga e fez um Vasco desacreditado ganhar força e projeção no cenário internacional. “O ano foi muito bom para mim. Em 2002, tive uma bela passagem pelo Fluminense, mas, agora, posso dizer que é o momento da minha afirmação”, destaca.
O bom momento fez o técnico ser cobiçado por times do Brasil e exterior, além de ser apontado como um dos três melhores treinadores na eleição realizada pela CBF. “É o reconhecimento de um trabalho. Todos diziam que o Vasco lutaria para não ser rebaixado e estamos aí, com uma final de Copa do Brasil e na briga pela Libertadores”, comenta.
Para o jogo, Renato destaca que tem estrela, fé e esperança. Ele só lamenta não poder entrar em campo. Caso isso fosse possível, ele garante: resolveria. Mas Renato é carta fora do baralho. Ele precisa provar que é um curinga além das quatro linhas. Na cartada final, só não vale blefar.
Escalações
Figueirense
Andrey, Flávio, Chicão, Thiago Prado e Édson; Rodrigo Souto, Henrique, Marquinhos Paraná e Cícero; Soares e Schwenck. Técnico: Waldemar Lemos
Vasco
Cássio; Claudemir, Jorge Luiz, Dudar e Diego; Ygor, Amaral, Ramon e Morais; Jean e Leandro Amaral. Técnico: Renato Gaúcho
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP)
Horário: 16h
Local: Orlando Scarpelli (SC)