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21/5/2007 00:56:00

Romário conta que sempre foi o protagonista do show, para o bem ou para o mal

Marluci Martins

O GOL MAIS BONITO
Um gol de voleio, de fora da área, no amistoso da Seleção contra o México, em Miami, em 97. O Brasil venceu por 4 a 0, com três gols meus.

O GOL MAIS IMPORTANTE
O primeiro, de cabeça, contra o Uruguai, nas Eliminatórias para a Copa de 94.

O JOGO DA VIDA
Brasil 2 x 0 Uruguai, no Maracanã , em 93, e Barcelona 5 x 4 Altético de Madrid. Fiz cinco gols, mas o árbitro anulou dois. Valeram três e dei os outros dois passes. Foi na temporada 93/94, pelo Campeonato Espanhol.

A PIOR DERROTA
Na final da Olimpíada de 88. A União Soviética venceu o Brasil por 2 a 1.

O GOL MAIS ESQUISTO
Em Marechal Hermes, quando ainda era juvenil do Vasco, em 1984. O goleiro do Botafogo saiu bem e pegou a bola. Dei as costas, já desistindo, mas a bola caiu das mãos dele, bateu na minha cabeça e entrou. Ganhamos aquele jogo por 2 a 0.

O MELHOR DRIBLE
Pelo Barcelona, jogando contra o Real Madrid, no Nou Camp, dei um rabo-de-vaca no zagueiro Alkorta. Fiz três gols e vencemos pelo placar de 5 a 0, pelo Campeonato Espanhol. Esse drible aí resultou no segundo gol.

A MELHOR COMEMORAÇÃO
O primeiro gol dos três que marquei na vitória do Vasco em cima do Boavista. Tirei a camisa e fiz uma homenagem pra Ivy, pelo seu aniversário.

MELHOR PARCEIRO DE ATAQUE
Foi o Bebeto.

MELHOR TÉCNICO
O Cruyff e o Joel Santana

PIOR TÉCNICO
Já tive alguns... Usaria os dedos das duas mãos para enumerá-los. Deixo passar...

GOLEIRO DURÃO
Taffarel. Joguei contra ele. Era f... E o Michel Preud’Homme, goleirão da seleção da Bélgica.

GOLEIROS GENEROSOS
Com todo o respeito, os do Botafogo me ajudaram muito nessa façanha.

MELHOR ÁRBITRO
Carlos Eugênio Simon, Renato Marsiglia, José Roberto Wright, Arnaldo César Coelho e Leonardo Gaciba.

PIOR ÁRBITRO
Edílson Pereira de Carvalho.

MELHOR ESTÁDIO
Maracanã.

PIOR ESTÁDIO
O do Itaperuna.

MAIOR TRAVESSURA
Minha fugas de várias concentrações e escapadas durante a Copa de 94.

AMIGO
Alguns e “nenhuns”. É impossível fazer amigos no futebol.

INIMIGO
Tenho alguns, mas pouquíssimos. Não vou falar nomes.

MELHOR MARCADOR
Mozer, Ricardo Gomes e Ricardo Rocha.

PIOR MARCADOR
Os que foram violentos. Ninguém me machucou, mas não foi por falta de vontade.

TIME INESQUECÍVEL
A seleção brasileira de 94.

MELHOR BRIGA
Aquela contra o Cafezinho. Ele era do meu top. Do meu tamanho, e me dei bem. Briga passa a ser menos ruim quando o adversário é do seu tamanho ou menor.

PIOR BRIGA
Num jogo do Flamengo, contra o Independiente, em Uberlândia. O cara deu um soco no Edmundo. Revidei com uma voadora, mas veio alguém por trás e me deu um soco no olho, que ficou inchado por três dias.

MELHOR GRITO DE TORCIDA
Naquele jogo Brasil 2 x 0 Uruguai: “Eô, eô, o Romário é o terror”.

MELHOR FASE
Na temporada 93/94, em 2000, no Vasco, e, por incrível que pareça, agora. Acho que estou com a melhor média de gols da minha vida.

PIOR FASE
O ano de 2004, no Fluminense, foi mesmo uma merda. Nada deu certo. E acabei saindo de lá de uma maneira que não foi legal.

FUTURO
Continuarei no mundo do futebol, mas não sei o que vou fazer, até porque ainda não apareceu nada.

ARREPENDIMENTO
No jogo Flamengo x Botafogo, na final da Taça Guanabara, em 95, os repórteres vieram me lembrar que o Renato e o Túlio se proclamavam ‘Reis do Rio’. Então, eu disse que, se eles eram reis, eu era Deus. Aquilo não caiu legal. Reconheço que eu já falei muitas outras besteiras, mas aquela me marcou de forma negativa.

O GOL QUE FICOU FALTANDO
Aos 13 minutos da prorrogação de Brasil x Itália de 94, o Cafu rolou pra trás e errei a conclusão. Tentei tirar tanto que a bola foi pra fora.

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