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7/5/2007 01:02:00

Obina assiste o jogo da tribuna e sofre até o pênalti de Léo Moura

Danielle Rocha

Rio - Ainda recuperando-se de uma cirurgia no joelho esquerdo, o atacante Obina assistiu à final da tribuna de honra. Sentiu e compartilhou a angústia de um torcedor comum. E como sofreu...
Semblante fechado, mãos em prece, o xodó da torcida do Flamengo só abriu um largo sorriso na terceira cobrança de pênalti do time. Antes, levou inúmeras vezes as mãos à cabeça a cada lance perigoso do Botafogo. E tantas outras agradeceu ao céus por uma bola para fora ou uma defesa de Bruno.

“Essa é a segunda vez que assisto a um jogo da arquibancada. A primeira foi quando fui contratado pelo Flamengo e a partida era contra o Fluminense. Mas desta vez... É muito difícil ver daqui de cima!”, disse ele, que deve voltar a jogar em dois meses.

Saudado pela torcida, Obina participou da oração com o time, distribuiu autógrafos e foi incansável posando para fotos. Lamentava lances desperdiçados pelos companheiros com a intensidade de um simples torcedor.

Quase deixou a cadeira e pediu a bola num lance perdido por Leonardo Moura. “Nossa, naquele parecia que eu ia chutar mesmo. Tive vontade de finalizar”, admitia o xodó da Gávea.
O gol de Souza fez Obina saltar. Explodiu em alegria vibrando para os torcedores vizinhos a sua cadeira. O rosto voltou a se fechar nos dois gols seguidos do Botafogo. Mas ele procurava manter a certeza da conquista, que o fez sair de casa com uma tranqüilidade incomum para um momento tão conturbado para o elenco.

Renato Augusto fez Obina sorrir de novo. Mas nada comparado ao que fez Bruno, ao defender as duas primeiras cobranças de pênalti. Obina fazia coro com a grande massa rubro-negra. Desceu antes do fim das cobranças e foi para casa feliz.

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