Rio - A nova realidade econômica mundial e o momento político que vive o Flamengo fazem o investimento nas modalidades olímpicas ser mais ‘pé no chão’ na temporada de 2009. O principal investimento do clube será no basquete. O outro desafio, segundo Patrícia Amorim, vice-presidente de esportes olímpicos, será manter os principais ginastas brasileiros treinando na Gávea.
Na quadra, foram traçados dois objetivos: conquistar o inédito título da Liga das Américas e buscar o primeiro caneco na edição de estréia do Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato que será organizado por 15 equipes com o apoio da Confederação Brasileira (CBB). O time que foi campeão brasileiro no ano passado teve sua base mantida, mas quer o reforço de Rafael Baby no garrafão. O pivô que estava no Spartak St. Petersburg, da Rússia, e já defendeu o Toronto Raptors e o Utah Jazz na NBA, treina com o elenco desde o mês passado.
“Estamos esperando o presidente Márcio Braga voltar de viagem, esta semana. Ele falou que é um momento ruim para o clube, mas todos concordam que é importante tê-lo. Vai ser uma ginástica orçamentária, como fizemos para trazer o Marcelinho. Temos que saber de onde vamos tirar para investir na contratação, até porque os funcionários ainda não receberam. Mas Baby já foi transferido e tem condições de jogo”, disse Patrícia.
O time comandado pelo técnico Paulo Chupeta viaja na segunda-feira para a cidade argentina de Sunchales e no dia 14 faz o primeiro jogo do Grupo C da Liga das Américas, contra o Brasília de Lula Ferreira. A chave tem ainda o Deportes Castro (Chile) e o Libertad (Argentina). Em 2008, o Rubro-Negro perdeu o título da Sul-Americana para o Regatas Corrientes, na quinta partida da série.