Rio - Da reunião que teve ontem à noite, na Gávea, com o presidente Márcio Braga, a vice de Esportes Olímpicos do Flamengo, Patrícia Amorim, saiu apenas com uma definição: a autorização para assinatura do contrato do pivô Rafael Baby, que deve acontecer hoje.
O jogador está treinando desde dezembro na Gávea, mas num clima de incerteza, pela falta de um contrato. Tanto que Baby nem sabia se iria viajar com o time, na segunda-feira, para a Argentina, para a disputa da Liga das Américas.
“Estou treinando com o time, focado e ficando em forma, à espera da definição. Recusei outras propostas para ficar aqui. Temos um torneio importante na semana que vem e, se assinar o contrato, eu viajo com o time”, afirmou Baby, antes do treino de ontem à tarde, na Gávea. “Fiquei um pouco chateado porque não esperava tanta demora. E um pouco decepcionado também”, completou o pivô.
O noticiário dos últimos dias deixou jogadores como o ala Marcelinho apreensivos. “Isso é ruim para gente. Não é uma situação tranqüila e o ideal é que a gente pudesse se concentrar só dentro de quadra. Sabemos que essa crise econômica é mundial e dificilmente não nos afetaria. Mas é claro que tudo isso nos preocupa, porque é a nossa profissão e a cada dia abrimos o jornal e lemos uma notícia diferente”, lamentou ele, que preferiu não comentar sobre os salários atrasados no clube.