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27/10/2008 01:03:00

‘Simonês’, a língua do Flu

Renê cai no gosto dos jogadores, com discurso teórico, porém eficiente

José Luiz de Pinho


Rio - O ‘Simonês’ está em alta nas Laranjeiras. Conhecido por seu linguajar teórico e, às vezes, rebuscado, Renê Simões se faz entender pela maioria de seus ‘pupilos’. A prova é a meteórica ascensão do Fluminense no Brasileirão.

Depois de passar 28 das 31 rodadas na zona da degola, largou a lanterna, pulou para 14º lugar e está invicto há três jogos: vitórias sobre Atlético-PR e Palmeiras, e empate com o Vitória, quando teve dois pênaltis a favor não marcados.

“Nossa comunicação está muito boa. Não me preocupo com campo e bola. Me preocupo com a vida e, depois, o trabalho”, filosofa o adepto da ‘Master Mind’, técnica de pensamento positivo em grupo, que incutiu no elenco.

“Sou treinador de pessoas, não só de jogadores. A mulher do Thiago Silva está grávida e passo lições de vida a ele porque já vivi essa experiência”, revela.

Invicto no cargo, Renê exalta a dedicação dos jogadores. “Eles têm sido valentes, já que vêm de um estresse muito grande porque o time sempre esteve atrás, na tabela”.

Alguns admitem ter dificuldade em entender tudo o que o técnico fala. “Dizem que ele fala difícil. Algumas coisas a gente entende, outras não. Mas, o que importa é que o grupo está assimilando sua filosofia de trabalho”, disse o zagueiro Thiago Silva.

Já Fabinho se revela um bom entendedor da retórica do chefe. “Tudo o que ele fala a gente entende. Ele dá atenção igual a todos, desde o jogador mais novo ao mais velho. O crescimento do time passa pelas mãos do Renê. A chegada dele foi fundamental”, elogia o volante.

Fernando Henrique é só elogios. “O Renê está de parabéns por tudo o que tem feito aqui”, enaltece o goleiro.

RISCO DE REBAIXAMENTO CAI E CLUBE RESPIRA

A vitória de 3 a 0 sobre o Palmeiras fez o risco de o Fluminense ser rebaixado cair de 49% para 34%, segundo o matemático Tristão Garcia. Nas Laranjeiras, todos ainda lamentam a péssima atuação do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que deixou de dar um pênalti claro contra o Vitória no empate de 2 a 2, em Salvador.

“Era para estarmos com 36 pontos e bem mais folgados na tabela, com três vitórias seguidas. Mas, infelizmente, o juiz nos prejudicou”, lamentou Thiago Silva, referindo-se ao lance em que o zagueiro Leonardo Silva cortou com o braço um chute de Washington, aos 46 minutos do segundo tempo. O Fluminense terá dois jogos-chave pela frente, encarando concorrentes diretos na luta contra a degola: o Figueirense, quinta-feira, em Florianópolis, e o Vasco, domingo, no Maracanã.



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Valeu pela vitória, mas o Parreira vai ter trabalho para arrumar esse time

 
   
   
 
 
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