Rio - O atacante Washington é o carrasco do São Paulo. O artilheiro marcou cinco gols nos últimos dois jogos contra os paulistas e se transforma quando tem pela frente o time do Morumbi. Porém, humilde, ele não tira onda e afirma que tudo não passa mesmo de coincidência.
Herói tricolor na surpreendente vitória por 3 a 1, Washington ofereceu a atuação de quarta-feira ao técnico Renato Gaúcho.
“Se eu pudesse, marcaria três, quatro, cinco gols em todas as partidas. Por mim, deixava a galera alegre a cada partida. O que está acontecendo é que as coisas deram certo de novo justamente contra os são-paulinos. Precisávamos desse resultado. Meus gols foram para o Renato, que está com o grupo nas mãos e vai nos tirar do buraco”, confirmou o Coração Valente.
Evitando comentar a atitude de Dodô, que amarelou e pediu para não enfrentar o São Paulo, Washington confessou que não estava dormindo direito com a má fase do Fluminense.
“Não dava para pegar no sono. Eu não achava justo o que estava acontecendo ao time. Nós nos matávamos em campo e a bola não entrava. Espero que tenhamos encontrado de novo o caminho das vitórias”, pediu o jogador.
Ganhar do São Paulo também fez muito bem a Renato Gaúcho. Para o treinador, o resultado foi expressivo e vai servir para o time iniciar a volta por cima. “Uma hora tínhamos que vencer. Jogamos bem contra o Internacional, por exemplo, e acabamos punidos com uma derrota”, reclamou o atacante.
Renato confessou que depois do jogo contra o Internacional entregou o cargo ao presidente da Unimed, Celso Barros, e ao presidente tricolor, Roberto Horcades.
“Eles não aceitaram e me deram uma sacudida, recuperaram o meu ânimo. A verdade é que senti muito o golpe da perda da Libertadores. Só agora estou assimilando o desastre”, frisou.