Rio - Em dia de forte calor no Rio, os jogadores do Fluminense se reapresentaram, ontem, após a bela vitória sobre o Palmeiras, e refrescaram o corpo e a mente em um trabalho na piscina do clube. A chegada de Renê Simões mudou a postura do time, que está invicto desde que o técnico assumiu, com duas vitórias e um empate. “O Renê resgatou a confiança e a auto-estima do grupo”, elogiou Roger.
Os períodos de preparação em Itu e Saquarema foram importantes para o treinador conhecer o elenco. Jogadores que estavam em baixa, como Arouca, Fabinho e Junior Cesar, ganharam vida nova após sua chegada. “Ele faz o trabalho dele, todo o grupo está se reencontrando”, disse Junior Cesar.
Evangélico, freqüentador da Igreja Presbiteriana, Renê reza todos os dias. O técnico sabe usar as palavras, e diz que resgatou o que já estava dentro do elenco.
Para ele, os méritos pelas vitórias sobre Atlético-PR e Palmeiras e a boa partida no empate, em 2 a 2, com o Vitória, são da equipe. “Eu não resolvo os problemas. Os jogadores é que decidiram que voltariam a ser eles mesmos, estão acreditando. O Fluminense voltou a jogar como time grande, como foi na Libertadores”, afirmou.
E atuar como na Libertadores significa ter personalidade: “A confiança voltou, essa era a característica mais marcante daquele grupo”.
Após o treino de hoje pela manhã, o time segue para Florianópolis, onde, na quinta-feira, pega o Figueirense.
Por enquanto, Renê não fala sobre a classificação para próxima Copa Sul-Americana. Sua cabeça está voltada em livrar o Fluminense do rebaixamento. “Quando cheguei, dei a mão e ajudei os jogadores a se levantarem. Agora, tenho que segurá-los para que eles não tirem os pés no chão. Ainda não aconteceu nada”, disse.
Mas se a vitória sobre o Figueirense vier, Renê poderá começar a soltar o elenco para que ele sonhe com a Sul-Americana. Segundo o matemático Tristão Garcia, o Tricolor precisa de quatro vitórias nos últimos sete jogos.