Rio - Thiago Neves mal percebeu, mas o goleiro Fernando Henrique se sentiu incomodado. Na luz das discussões sobre o jogo contra o São Paulo, no Morumbi, o coordenador de futebol do Fluminense, Branco, cobra posição da Confederação Sul-Americana (Conmebol) e explicações da Polícia Militar de São Paulo sobre o raio laser direcionado no rosto do goleiro e do apoiador.
Branco destaca que há imagens da televisão do torcedor que jogou a luz verde nos jogadores, o que facilitaria seu reconhecimento pela polícia paulista. “Nem me interessa se o Morumbi vai ser interditado ou não. Mas isso é um negócio muito sério e espero que a Conmebol tome alguma atitude a respeito. Sei que nosso torcedor é inteligente e não fará nada parecido no Rio”, comentou.
Para Fernando Henrique, a atitude do são-paulino deve ser considerada como antiesportiva, com o único objetivo de prejudicar um jogador da equipe rival.
“Foi antijogo deles. Senti mais a luz no meu rosto no segundo tempo, quando fiquei incomodado. O São Paulo é um clube grande. Não devia acontecer uma coisa dessas no Morumbi”, reclamou o camisa 1, que também aposta num bom comportamento dos torcedores no Maracanã.
Thiago só percebeu o faixo de luz no seu rosto quando saiu de campo, mas também repreendeu a atitude do torcedor. “Isso é muito errado e não deve acontecer mais nos estádios”, espera.