Rio - O Fluminense deve, e não nega. Mas se Branco não aceitar parcelar a dívida de R$ 2,8 milhões que o clube tem com ele, acumulada desde 1994, a permanência do coordenador no comando do futebol tricolor será inviável. “Não posso ter um funcionário brigando na Justiça e ao mesmo tempo em atividade nas Laranjeiras”, salientou o presidente Roberto Horcades, como se não soubesse do fato quando o contratou.
O dirigente disse que consultou os arquivos da CBF e que a entidade realmente depositou os salários e os prêmios de Branco, durante o tempo em que ele serviu à seleção brasileira, na Copa dos Estados Unidos. “O dinheiro foi depositado nos cofres do Fluminense, sim. Onde ele foi parar, não me perguntem. E mesmo que eu quisesse saber a resposta, não poderia obtê-la. O presidente daquela época (Arnaldo Santiago) já morreu”, lembrou Horcades.
Apesar de garantir que se Branco aceitar o parcelamento continuará trabalhando no clube, o cartola lamenta que o problema tenha vindo à tona num momento tão delicado, um dia depois da perda da Libertadores para a LDU pelo time tricolor.
“Foi mais um choque. Porém, o profissional não terá a sua imagem abalada. Branco foi honesto desde o início. Nunca escondeu que tinha uma pendenga judicial. Ele jura que foi pego de surpresa, que não sabia que a renda do jogo iria para a penhora, e eu acredito nele”, completou.