A comemoração favorita do artilheiro, contra o Boavista, em homenagem à filha Ivy.

BRIGAS, FESTAS E GOLS

Romário conta que sempre foi o protagonista do show, para o bem ou para o mal.

Por Marluci Martins

Confira abaixo a entrevista completa.

Um gol de voleio, de fora da área, no amistoso da Seleção contra o México, em Miami, em 97. O Brasil venceu por 4 a 0, com três gols meus.
O primeiro, de cabeça, contra o Uruguai, nas Eliminatórias para a Copa de 94.
Brasil 2 x 0 Uruguai, no Maracanã , em 93, e Barcelona 5 x 4 Altético de Madrid. Fiz cinco gols, mas o árbitro anulou dois. Valeram três e dei os outros dois passes. Foi na temporada 93/94, pelo Campeonato Espanhol.
Na final da Olimpíada de 88. A União Soviética venceu o Brasil por 2 a 1.
Em Marechal Hermes, quando ainda era juvenil do Vasco, em 1984. O goleiro do Botafogo saiu bem e pegou a bola. Dei as costas, já desistindo, mas a bola caiu das mãos dele, bateu na minha cabeça e entrou. Ganhamos aquele jogo por 2 a 0.
Pelo Barcelona, jogando contra o Real Madrid, no Nou Camp, dei um rabo-de-vaca no zagueiro Alkorta. Fiz três gols e vencemos pelo placar de 5 a 0, pelo Campeonato Espanhol. Esse drible aí resultou no segundo gol.
O primeiro gol dos três que marquei na vitória do Vasco em cima do Boavista. Tirei a camisa e fiz uma homenagem pra Ivy, pelo seu aniversário.
Foi o Bebeto.
O Cruyff e o Joel Santana
Já tive alguns... Usaria os dedos das duas mãos para enumerá-los. Deixo passar...
Taffarel. Joguei contra ele. Era f... E o Michel Preud’Homme, goleirão da seleção da Bélgica.
Com todo o respeito, os do Botafogo me ajudaram muito nessa façanha.
Carlos Eugênio Simon, Renato Marsiglia, José Roberto Wright, Arnaldo César Coelho e Leonardo Gaciba.
Edílson Pereira de Carvalho.
Maracanã.
O do Itaperuna.
Minha fugas de várias concentrações e escapadas durante a Copa de 94.
Alguns e “nenhuns”. É impossível fazer amigos no futebol.
Tenho alguns, mas pouquíssimos. Não vou falar nomes.
Mozer, Ricardo Gomes e Ricardo Rocha.
Os que foram violentos. Ninguém me machucou, mas não foi por falta de vontade.
A seleção brasileira de 94.
Aquela contra o Cafezinho. Ele era do meu top. Do meu tamanho, e me dei bem. Briga passa a ser menos ruim quando o adversário é do seu tamanho ou menor.
Num jogo do Flamengo, contra o Independiente, em Uberlândia. O cara deu um soco no Edmundo. Revidei com uma voadora, mas veio alguém por trás e me deu um soco no olho, que ficou inchado por três dias.
Naquele jogo Brasil 2 x 0 Uruguai: “Eô, eô, o Romário é o terror”.
Na temporada 93/94, em 2000, no Vasco, e, por incrível que pareça, agora. Acho que estou com a melhor média de gols da minha vida.
O ano de 2004, no Fluminense, foi mesmo uma merda. Nada deu certo. E acabei saindo de lá de uma maneira que não foi legal.
Continuarei no mundo do futebol, mas não sei o que vou fazer, até porque ainda não apareceu nada.
No jogo Flamengo x Botafogo, na final da Taça Guanabara, em 95, os repórteres vieram me lembrar que o Renato e o Túlio se proclamavam ‘Reis do Rio’. Então, eu disse que, se eles eram reis, eu era Deus. Aquilo não caiu legal. Reconheço que eu já falei muitas outras besteiras, mas aquela me marcou de forma negativa.
Aos 13 minutos da prorrogação de Brasil x Itália de 94, o Cafu rolou pra trás e errei a conclusão. Tentei tirar tanto que a bola foi pra fora.
 
Romário por ele mesmo
 
Especial publicado
em 07/08/2005
(Baixe o PDF)
 

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