Rio - O Vasco apresentou ontem seu principal reforço. O apoiador Carlos Alberto assinou contrato por seis meses e defenderá o clube no Campeonato Estadual, Copa do Brasil e início da Segunda Divisão do Brasileiro. Mas tanto o jogador como o presidente Roberto Dinamite já começaram a trabalhar para que o craque permaneça na Colina até 31 de dezembro.
Segundo Carlos Alberto, não havia alternativa a não ser aceitar a determinação do Werder Bremen, da Alemanha, de liberá-lo por um semestre.
“Não houve argumento. Os alemães foram irredutíveis; seis meses ou nada. Mas eu acreditei no projeto apresentado pelo Vasco e se tudo der certo vou fazer o máximo para ficar até o fim do ano”, assegurou.
Ele garantiu que rejeitou outras propostas por confiar na reestruturação vascaína e nos atuais dirigentes que comandam o clube:
“É difícil encontrar um jogador que tenha a coragem que eu tive, de botar a cara para bater. Não vim em busca de aventuras e sim para ajudar o Vasco a dar a volta por cima e voltar à elite do futebol brasileiro”.
Aos 24 anos, Carlos Alberto chega a São Januário na condição de ídolo da torcida e dos desconhecidos jogadores que o clube contratou. Famoso por seu comportamento polêmico, ele riu muito ao ser perguntado, com ironia, se teria uma postura de líder do grupo e se levaria os companheiros mais jovens para uma igreja, e não para as noitadas. E respondeu que dentro de campo comandará a garotada, mas que fora cada um faz o que quer.
“Se você não sabe, eu freqüento igreja e não vou levar ninguém para o mau caminho”, prometeu o meia.
Ao receber a camisa do Vasco das mãos de Roberto Dinamite, ele ouviu do presidente o desejo de que usasse o número 10. Fã confesso do número 19, Carlos Alberto desconversou. “Sempre gostei da camisa 19. Na verdade, a 10 tinha muito peso quando era usada por Pelé, Zico e Roberto Dinamite. Hoje em dia, lá na Europa, até zagueiros usam o número 10 nas costas”, escorregou.
Prometendo ajudar o time a ganhar títulos, ele vai lutar até o fim para disputar toda a Segundona. “Cheguei para roer o osso e vou ficar para comer o filé”, frisou.