Rio - Ônibus apedrejado, torcedores presos, pichação em banheiro, garrafas jogadas em campo, choro e presidente alvejado. Esse foi o saldo do clima hostil tão temido pelo São Paulo antes mesmo da partida decisiva contra o Vasco.
Apesar da vitória dos paulistas, que praticamente deixou o time do Morumbi com a mão no tri inédito do Brasileirão, o ônibus da delegação tricolor foi apedrejado por torcedores na chegada a São Januário, justamente onde estava sentado o técnico Muricy Ramalho. Como resposta, o São Paulo quebrou um acordo feito no dia anterior com o Vasco, e arrombou um cadeado na porta do vestiário dos visitantes, realizando o aquecimento da equipe no campo.
Os paulistas tiveram o apoio de uma pequena, mas barulhenta torcida. Um deles pichou o banheiro do estádio e foi obrigado a limpar o local.
Na partida, a ducha de água fria da torcida vascaína não veio da chuva. E nem do gol de Hugo, que decretou a vitória paulista. Foi o gol perdido por Edmundo, aos 32min do segundo tempo, que desanimou de vez o torcedor, que deixou o ‘Caldeirão’ sem acreditar numa salvação. Revoltados, alguns jogaram dinheiro em Roberto Dinamite. A revolta não parou por aí. Um torcedor jogou uma garrafa em campo e três foram presos na saída do estádio, portando armas de fogo.
FESTA PODE SER NO RIO
Já o São Paulo planejava a festa da entrega das faixas, que deve ser no Rio. A diretoria tricolor vai propor ao Goiás, adversário da última rodada, que, caso consiga garantir matematicamente o título contra o Fluminense, no domingo, que o jogo das faixas aconteça no Maracanã ou Engenhão, por ser um local mais perto da capital paulista.