Rio - No mesmo dia em que negou a demissão de Antônio Lopes e, depois a confirmou, o presidente Roberto Dinamite anunciou, nesta quinta-feira, Mílton Queiroz da Paixão, o Tita, de 50 anos, como novo treinador do Vasco, onde ele se iniciou na carreira, em 99, como estagiário de Lopes.
Técnico de personalidade forte, Tita chega como ‘bombeiro’ para apagar as chamas do efervescente Caldeirão da Colina, devido à péssima campanha do time no Brasileirão e alguns desentendimentos entre jogadores.
“Por isso, quero um psicólogo aqui. O time está jogando na pressão, as vitórias não vêm e surgem as discussões”, disse o técnico. que na véspera viu, em São Januário, a derrota de 2 a 0 para o Coritiba.
Tita assume um time limitado, desestabilizado e a um ponto da zona do rebaixamento do Brasileirão. Por isso, acha primordial a contratação imediata de reforços, apesar de saber que o clube está de cofres vazios.
“A necessidade de reforços é notória. Até porque temos pouco tempo e espero dar logo uma cara à equipe”, afirmou o novo treinador.
ANIMAL NA ‘COLEIRA’
Tita também avisou que vai exigir mais participação dos experientes Edmundo e Morais, que têm jogado uma partida sim, outra não.
“Vou saber do Edmundo como foi feito esse acordo de jogar só uma vez por semana (e no Rio). Ele enfrentou o Coritiba e conto com ele no domingo”, disse Tita, referindo-se à sua estréia, contra o Vitória, em Salvador.
Roberto Dinamite assinou embaixo. “Todo grande jogador tem de disputar todos os jogos“, disse o dirigente.
Tita também espera bem mais empenho de Morais, que não enfrentou o Atlético-MG, por medo da torcida, e o Coritiba, alegando contusão.
“Ele é um dos pilares que conto nesse trabalho no Vasco, porque é um jogador diferenciado”, alegou Tita.
A seu lado, Dinamite negou a saída do meia, pretendido pelo Corinthians, numa troca por Lulinha. “O Morais é do Vasco até 2011”, avisou o presidente.
Firme na primeira coletiva como técnico do Vasco, Tita vai priorizar os treinos táticos e jogadas ensaiadas.
“Não sou do tipo boleirão, nem adepto a coletivos,. Espero que o time valorize mais a posse da bola”, disse o quarto técnico do Vasco em 2008, após Romário, Alfredo Sampaio e Antônio Lopes.