Sexta-feira, Dezembro 09, 2005Uso de preservativo cresce entre brasileiros jovens, aponta centro de pesquisa em saúdeRIO -Brasília – O uso de preservativo na primeira relação sexual dos brasileiros aumentou de 1998 para 2005. No período, o uso por pessoas com idade entre 16 e 19 anos cresceu de 47,8% para 65,8%. Os dados são da Pesquisa sobre Comportamento Sexual e Percepções da População Brasileira sobre HIV e Aids, realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, um instituto de pesquisas não-governamental, sediado de São Paulo.
O estudo mostra, ainda, que 37,7% das pessoas na faixa dos 20 aos 24 anos usavam preservativo em 1998; em 2005, esse número passou para 55,2%. A metodologia utilizada na pesquisa é a mesma desde sete anos atrás. Em 2005, foram entrevistadas 5040 pessoas, de todas as regiões do Brasil, entre os meses de junho e agosto. O levantamento está sendo apresentado no Ministério da Saúde. Segunda-feira, Dezembro 05, 2005Conquistas e desafios na atenção aos doentes de AIDS RIO - Exemplos de resultados alcançados em diversas regiões do Brasil, como em Porto Alegre onde é realizada uma ação voltada para usuários de drogas e população de Rua vivendo com aids; ou em Niterói (Rio de Janeiro) cujo trabalho de atendimento à crianças e adolescentes soropositivos contribui de forma positiva para seu tratamento; e ainda o esforço coletivo empreendido em Porto Velho que resultou na construção de uma nova casa para uma mulher vivendo com aids e sua família poderem viver com dignidade.
Esses são alguns resultados práticos proporcionados pela Rede Buddy Brasil – um programa integrando projetos de acompanhamento domiciliar regular para doentes com aids em 10 cidades brasileiras, coordenado pelas ONGs Grupo Pela VIDDA/RJ e Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual. Profissionais e técnicos de todo o Brasil que integram a Rede Buddy Brasil estarão reunidas para o II Encontro de Avaliação dos Projetos Buddy Locais, nos dias 5, 6 e 7 de dezembro no Hotel Novo Mundo (Praia do Flamengo, 20 – Flamengo), no Rio de Janeiro. Participam do evento representantes de ONGs responsáveis por projetos de acompanhamento domiciliar para pessoas com aids (Projetos Buddy) em atuação nas cidades de Boa Vista, Porto Alegre, Niterói, Aracaju, São Paulo, Porto Velho, Campina Grande, Fortaleza, Goiânia e Curitiba, que estarão apresentando os resultados alcançados no último ano, bem como discutindo os desafios e perspectivas para atuação em 2006. Ezio Távora dos S. Filho, coordenador da Rede Buddy Brasil fala da importância de um projeto Buddy “A sobrevida de uma pessoa vivendo com aids aumentou enormemente com o aperfeiçoamento dos tratamentos, e a mortalidade foi drasticamente reduzida. Mas a realidade de uma pessoa vivendo com aids pode variar do abandono total pela família, até o apoio e acolhimento amoroso e solidário, entretanto ineficiente, pelos entes queridos. A maioria dos amigos e familiares, assim como os doentes, não estão capacitados para atender às necessidades de uma pessoa vivendo com aids: desconhecem os serviços, os direitos e demais aspectos que essas necessidades envolvem. Daí a importância de um Projeto Buddy” Segundo Ezio Távora dos S. Filho, os bons resultados alcançados, expressos em números, confirmam o impacto da Rede Buddy Brasil dentro do período de 18 meses de atividades: 544 clientes (pessoas doentes de Aids) diretamente beneficiados e 3.691 familiares e amigos direta e indiretamente beneficiados. Cláudio Nascimento, também coordenador da Rede Buddy Brasil, comenta os bons resultados alcançados: “Em 1997, o Grupo Arco-Íris e o Grupo Pela VIDDA/RJ implantaram o Projeto Rio Buddy de acompanhamento domiciliar para pessoas vivendo com aids. A experiência foi tão bem sucedida que despertou o desejo de várias ONGs interessadas em replicar essa iniciativa. Por isso idealizamos a Rede Buddy Brasil. Esse tipo de estratégia (em rede) já acontece na Europa e nos Estados Unidos com excelentes resultados. E aqui no Brasil, com menos de dois anos de atividades, a Rede Buddy revela-se igualmente eficiente”. Sobre a Rede Buddy Brasil A Rede Buddy Brasil tem como objetivo apoiar execução de Projetos Buddy de acompanhamento domiciliar em 10 municípios brasileiros, a partir da experiência do Projeto Rio Buddy, mas considerando as experiências e o contexto das organizações locais que implantarão os novos projetos. O princípio de um Projeto Buddy traduz-se na melhoria da qualidade de vida, no resgate da cidadania e na recuperação da auto-estima da pessoa vivendo com aids. O seu objetivo é apoiar as pessoas com aids para que elas próprias retomem o seu lugar na sociedade. Sexta-feira, Dezembro 02, 2005Alerj lança Frente Parlamentar em HIV/Aids RIO - "Ao longo do ano que vem vamos enfrentar uma verdadeira guerra para garantir que os recursos destinados ao programa contra a Aids não sejam desviados para outros fins e para mobilizar a Alerj na defesa dos direitos das pessoas que sofrem de Aids", afirmou a deputada Cida Diogo (PT), durante a instalação da Frente Parlamentar em HIV/Aids, da qual é presidente, nesta sexta-feira, dia 02 de dezembro.
A Frente pretende ser um instrumento de articulação, juntamente com as ONGs e o Poder Executivo, para buscar uma melhor organização da saúde do estado. Segundo a representante do Programa Estadual de DST/Aids, Denise Pires, a falta de medicamentos contra infecções oportunistas é um dos maiores problemas enfrentados pelo Rio de Janeiro. Ela disse também que a questão das patentes ainda é um entrave na hora de se distribuirem medicamentos antiretrovirais, que combatem diretamente o vírus da Aids. A má-utilização dos recursos públicos foi abordada pelo representante do Fórum de ONGs-Aids, Roberto Pereira. Segundo ele, muitas vezes os recursos da saúde que deveriam ser utilizados no combate e na prevenção à Aids são transferidos para outros departamentos. "As compras são feitas, mas nem sempre os acordos entre os estados e municípios são cumpridos. Muitos municípios usam a verba dos medicamentos de portadores do HIV", denunciou. Roberto Pereira acredita que a criação da Frente Parlamentar ajudará na luta contra a Aids e espera que os 49 deputados que assinaram o termo de adesão se comprometam com a causa. Em sua palestra, Denise Pires apresentou um panorama da situação do Brasil e do estado. Cerca de 61% dos municípios brasileiros tem pelo menos um caso de Aids e 85% dos casos da doença estão concentrados em 300 municípios. Os dados do Rio de Janeiro mostram 2,5 mil pessoas são infectadas pelo vírus e 1,6 mil morrem de Aids a cada ano. A região em que se concentram mais casos é o município do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense. Ela caracterizou a epidemia por uma feminilização da doença e pelo aumento de transmissão via heterossexual e de transmissão materna. Atualmente, quase metade dos soropositivos é mulher. "A questão da transmissão materna é importante porque hoje temos tecnologia disponível para controlar isso. Os medicamentos existem mas o sistema não funciona devido à falta de qualidade do exame pré-natal", lamentou. Denise Pires informou ainda que facilitar o diagnóstico precoce é uma das prioridades do estado. "Estamos fazendo um esforço para que todas as regiões do estado tenham acesso a laboratórios aptos a fazer os exames de verificação do vírus", afirmou. "Existe essa fantasia de que a epidemia de Aids está sob controle e, por isso, o Brasil não precisa mais de recursos externos para combatê-la. O problema é que os casos estão aumentando cada vez mais entre a população pobre e negra. Por isso que o lema da campanha do Programa Nacional de DST-Aids se relaciona com o tema racismo e Aids", explicou. Metade das pessoas que fazem exames para verificar se estão com o vírus não buscam os exames porque eles demoram três meses para chegar. Um retrato da falta de eficiência do sistema. De acordo com o representante do Programa Nacional DST-Aids, Roberto Brante Campos, essa a criação da Frente Parlamentar é muito importante porque o Poder Legislativo é estratégico no que diz respeito à fiscalização das ações do Executivo na área e na mobilização da sociedade civil. Além disso, segundo Campos, o Legislativo é uma instância fundamental para formulação de políticas públicas e de leis que defendam os direitos das pessoas que sofrem dessa doença. "Essa iniciativa é da sociedade principalmente, mas o Ministério da Saúde apóia a criação dessas frentes, entendendo que a articulação é mais uma forma de somar esforços", disse. Para Brante, a tentativa de descentralizar a assistência e de fazer uma articulação das questões da Aids dentro do âmbito da saúde e também a questão social _ que extrapola o campo da saúde, como investir na educação para levar a idéia de prevenção às escolas _ são novos desafios do programa. "Ainda não fomos capazes de fazer uma política para ajudar crianças e adolescentes com Aids, e isso é um problema", lamentou. Cida Diogo nformou que fará uma Sessão Solene para entregar a Medalha Tiradentes à cantora Daniela Mercury na segunda-feira (12/12), em comemoração ao Dia Internacional dos Direito Humanos (10/12), por causa das ações concretas que a cantora tem feito no campo da prevenção à Aids. Quinta-feira, Dezembro 01, 2005Organizações e Ministério Público pedem na Justiça quebra de patente de medicamento contra AIDS Brasília ? O Ministério Público Federal e oito organizações não-governamentais entraram hoje (1º) com ação civil pública na Justiça para que o governo adote o licenciamento compulsório do medicamento Kaletra, usado no tratamento da aids. Caso seja concedida liminar favorável à ação, a quebra de patente é praticamente imediata, o que permite laboratórios nacionais produzirem a versão genérica do remédio a um preço menor.
As patentes são direitos de propriedade intelectual relacionados ao comércio, concedidas pelo governo para produtos industriais ? como medicamentos e aparelhos eletrônicos ? considerados inovações tecnológicas. Esse mecanismo garante ao dono da patente a exclusividade de comercialização do produto por 20 anos. A patente do Kaletra expira em 2012. Os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), que assinam acordos de propriedade intelectual, podem pedir a quebra de patente de produtos em situações de emergência, de interesse público ou quando ficar comprovado o abuso econômico. De acordo com o procurador da República, Peterson Pereira, mesmo com acordo de redução de preço do Kaletra, com o laboratório Abott, o governo não resguardou o interesse público. "Foi um acordo lesivo por vários motivos. Primeiro sabe-se que o preço de um remédio vai diminuindo à medida que se aproxima o fim da validade da patente e o governo brasileiro fechou contrato para comprar o Kaletra a US$ 0,63 até 2011. E o pior, pelo acordo, o país desiste de adotar o licenciamento compulsório, um mecanismo previsto na legislação brasileira e nos acordos internacionais", explicou. Para ele, só a quebra de patente pode garantir a continuidade do Programa Nacional de DST/Aids. O acordo entre o governo e o laboratório foi fechado no mês de outubro, para garantir o suprimento do remédio de 2006 a 2011. Antes disso, a cápsula do Kaletra saía por US$ 1,17. Outro item apontado como lesivo por Peterson Pereira foi o fato do Abott ter incluído uma cláusula em que se nega a prestar assistência técnica ao fim da vigência do acordo. "Isso significa que, em 2011, o Brasil vai ter que correr atrás para produzir o remédio, com sua própria tecnologia. Como até ter o genérico pronto pode durar um ano, o país vai continuar comprando o Kaletra do Abott obrigatoriamente, mesmo que decida ao fim do acordo quebrar a patente", contou. O procurador destacou ainda que, na ocasião em que o governo declarou o medicamento Kaletra como de utilidade pública, em junho passado, ficou claro que pelo menos um laboratório já poderia produzir a versão genérica do antiretroviral a preços menores, o Farmanguinhos. A utilidade pública é o primeiro passo para que se decrete a licença compulsória. Hoje, além de Farmanguinhos, laboratório público ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), outro laboratório se declara capaz de produzir o genérico do Kaletra. É o laboratório privado Cristália. Ambos calculam que a cápsula do remédio poderia sair por US$ 0,41. Agência Brasil Conta de remédios contra aids vai consumir mais recursos nos próximos anos, diz ONG Brasília ? O Ministério da Saúde estima que 600 mil brasileiros estão infectados pelo vírus HIV. "É inexorável que, além das 170 mil em tratamento, vão entrar no programa mais de 400 mil em poucos anos. Ou seja, a compra de medicamentos vai consumir muito mais recursos nos próximos anos", afirma Jorge Beloqui, da organização não-governamental Grupo de Interesse pela Vida (GIV), de São Paulo.
O Ministério Público Federal e oito organizações não-governamentais entraram hoje (1º) com ação civil pública na Justiça para que o governo adote o licenciamento compulsório do medicamento Kaletra, usado no tratamento da aids. Caso seja concedida liminar favorável à ação, a quebra de patente é praticamente imediata, o que permite laboratórios nacionais produzirem a versão genérica do remédio a um preço menor. No país, 170 mil pacientes se tratam com o coquetel antiretroviral, sendo que 23 mil deles tomam o Kaletra. O medicamento é um dos 17 antiretrovirais distribuídos gratuitamente pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. O Kaletra consome cerca de 27% do orçamento total do programa para compra de remédios contra a aids, que é de R$ 945 milhões. Hoje o país importa quatro dos antiretrovirais contra a aids e juntos esses medicamentos levam 65% do orçamento. "Se o Brasil pudesse produzir a um preço menor, gastaria menos com a compra de medicamentos e poderia dar atenção para outras ações de combate à aids", avalia Berloqui. Agência Brasil AIDS precisa de respostas eficazes, que relacionem a prevenção ao tratamento Rio - Em mensagem sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado hoje, 1 de dezembro de 2005, o Diretor-Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, afirma que a epidemia da Aids continua fazendo um grande número de vítimas na África Subsaariana e ameaça muitas outras regiões do planeta. E que respostas eficazes, que relacionem a prevenção ao tratamento, são as melhores esperanças para controlar e prevenir a expansão da doença.
Confira a íntegra da mensagem: Da mesma maneira que nos anos anteriores, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é um momento para reflexão e para lembrar que a Aids continua um sério problema emergencial. O HIV continua se espalhando, uma vez que há cerca de 40 milhões de pessoas vivendo com o vírus no mundo. O crescimento da atenção e mobilização internacional é impressionante. Além disso, muitos governos estão comprometidos em conter a epidemia em todos seus aspectos. Mesmo assim, a parcela da população mais vulnerável continua em uma situação de grave desvantagem no que diz respeito ao conhecimento dos meios necessários para proteger a si mesma e aos outros da infecção e suas conseqüências. IBM contribui com as pesquisas sobre AIDS RIO - A IBM lança uma grande mobilização que ajudará as pesquisas na luta contra a AIDS, através da capacidade computacional do World Community Grid: : o FightsAIDS@Home, um projeto de pesquisa pela internet que ajudará na descoberta de novos tratamentos no combate a AIDS. Uma parceria com o renomado Scripps Research Institute - uma organização privada sem fins lucrativos, sediada em San Diego e dedicada a pesquisas na área de ciência biomédica.
O WCG é uma comunidade mundial formada por usuários de computadores que, através da simples doação de tempo ocioso de seus computadores pessoais, contribuem para importantes iniciativas filantrópicas tecnológicas. Com seu poder computacional que já o coloca entre os 10 maiores supercomputadores do mundo, o World Community Grid será o primeiro supercomputador virtual dedicado especificamente a pesquisas para a AIDS. Essa nova iniciativa do World Community Grid formará um enorme poderio computacional que terá como objetivo desenvolver novas fórmulas químicas eficazes no tratamento de pessoas infectadas com HIV. De modo rápido, fácil e seguro, mais de 100.000 pessoas estão agora disponibilizando voluntariamente o poder computacional de 170.000 computadores para ajudar a achar a cura para a AIDS. "O desafio computacional na abordagem desse problema é o vasto número de mutações possíveis e a imensa quantidade de compostos químicos que precisam ser testados contra elas", afirma Dr. Arthur J. Olson, Professor do Departamento de Biologia Molecular do Scripps Research Institute. "O novo projeto do World Community Grid processará milhões e milhões de computações interconectadas para avaliar potenciais interações entre compostos e proteínas virais mutantes", comenta Olson. Sobre World Community Grid Lançado em 2004, a World Community Grid oferece a indivíduos, empresas, fundações, associações, universidades e organizações sem fins lucrativos a oportunidade de doar o tempo ocioso de seus computadores. Para isso, basta fazer o download do software gratuito do World Community Grid e inscrever-se no site: www.worldcommunity.org. O FightAIDS@Home é o segundo projeto a tirar proveito do enorme poderio computacional oferecido pelo World Community Grid. No ano passado, o Projeto de Mapeamento de Genoma Humano no World Community Grid produziu um banco de dados que descreve a estrutura de aproximadamente 120.000 domínios de proteínas que seriam impossíveis de serem descritos anteriormente a partir das abordagens tradicionais. Usando somente os supercomputadores do Instituto de Biologia de Sistemas, seriam necessários aproximadamente 100 anos para computar as estruturas de proteína, ao invés de um ano que foi utilizado no World Community Grid. Existem mais de 650 milhões de PCs em uso em todo o mundo e cada um deles é um participante potencial no World Community Grid Esta doação é feita de forma automática sempre que o computador reconhece que sua capacidade não está sendo utilizada pelo seu usuário. Computação em Grade é uma tecnologia que está emergindo rapidamente e pode unir o poderio coletivo de milhares ou milhões de computadores individuais para criar um sistema "virtual'' gigante com força computacional maciça. A tecnologia de grade fornece poder de processamento muito além do oferecido pelos maiores supercomputadores do mundo. "Nós estamos entusiasmados em ver esse modo inovador de juntar milhões de pessoas que podem apoiar a pesquisa, prevenção e os cuidados para interromper a disseminação do HIV/AIDS", disse Kandy Ferree, Presidente e CEO do Fundo Nacional de AIDS. "O World Community Grid está ajudando a reduzir o impacto global da AIDS, de uma forma que permite a participação de cada um de nós. Convidamos todos os proprietários de computador a gastar cinco minutos para juntar-se a esse esforço". Respeito aos travestis Por onde passam, as travestis chamam a atenção e quase sempre são alvos de olhares curiosos, piadinhas e atitudes preconceituosas. Não é diferente no serviço de saúde. Entre as reclamações mais comuns das travestis, podem ser citadas:
- Humilhações por recepcionistas e profissionais de saúde. - Descaso, pressa e até recusa no atendimento - Dificuldade no acompanhamento médico dos problemas mais específicos das travestis O preconceito e a discriminação fazem com que a travesti crie resistência ao serviço de saúde. Para não passar por situações constrangedoras ela abre mão de se cuidar e apela para a auto-medicação, procurando o serviço de emergência. Viver sem preconceito no Brasil Rio - O Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano tem como tema a Aids e o racismo. Este assunto foi escolhido partindo da perspectiva de que a população negra nunca foi alvo de campanhas de prevenção e ela representa 47,3% da população brasileira, segundo o IBGE. Essa representatividade aumenta quando verificamos que ela representa aproximadamente 65% da população de baixa renda. No Brasil, apesar da tendência a estabilização da epidemia, os casos de Aids vem aumentando entre a população mais pobre, onde a população como protagonista do Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2005. O 1º de dezembro é o momento político que irá colocar o tema racismo, e suas conseqüências para as pessoas vivendo com HIV/AIDS e para a população negra, na agenda da sociedade.
Verônica Costa reforça a importância do uso da camisinha Rio - A vereadora Verônica Costa, a Mãe Lora do funk, discursou há pouco na Central do Brasil, que apresenta várias atividades para celebrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Ela disse que diariamente de 30 a 50 jovens procuram o seu gabinete para conversar sobre sexo, esclarecer dúvidas e pedir conselhos. Os casos mais freqüentes são de adolescentes que deixam de usar a camisinha por pressão do namorado, mas que não gostariam de tomar tal atitude. Verônica deu conselhos aos participantes e reforçou que a camisinha é para ser usada sempre. Metrô também apóia Dia Mundial de Combate à Aids RIO - Hoje, 1 de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, o Centro de Saúde Marcolino Candau montará um stand na estação Praça Onze. Entre 10h e 18h, profissionais estarão distribuindo folhetos informativos de prevenção da doença.
Na tarde de ontem, na estação Carioca, atores da Cia Teatro Preventivo farão um monumento humano. Através de movimentos coreografados serão mostradas diversas ações que caracterizam a indiferença, entre elas, o silêncio e a falta de esclarecimento da população perante a Aids. Nomes de famosos vítimas de Aids são citados após um minuto de silêncio Rio - Depois de terminado o minuto de silêncio em homenagem ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, na Central do Brasil, nomes de várias vítimas da doença foram lidos, entre eles, Cazuza, Lauro Corona, Sandra Bréa, Herbert de Souza e Freddy Mercury.
Em seguida, a presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Cida Diogo, fez um discurso, no qual afirmou que o doente sofre preconceito e a mulher doente mais ainda. Ela criticou ainda a crise da saúde no Rio e o impasse de competências entre os governos federal e municipal. ONG desenvolve oficinas e programas para jovens e soropositivos Rio - A ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), fundada pelo Betinho, desenvolve vários projetos voltados para os soropositivos. Na ONG, são produzidas oficinas de diversidade sexual e sexo seguro destinadas aos jovens. O artesanato também é um ponto alto da organização que oferece uma fonte de renda para os soropositivos. No início da tarde desta quinta-feira, a cantora de rap Cacau, da comunidade Rio das Pedras, se apresenta no evento que marca o Dia Mundial de Luta contra Aids, na Central do Brasil
Lucinha Araújo participa das atividades contra Aids na Central do Brasil Rio - Ativa colaboradora na luta contra Aids, Lucinha Araújo, mãe do cantor e compositor Cazuza, participa nesta quinta-feira das atividades do Dia Mundial de Luta contra a Aids, na Central do Brasil.
Ela destaca que desde 1996 há grandes avanços quanto aos medicamentos contra o vírus, principalmente, devido ao uso de antiretrovirais. Lucinha acrescenta que isso é uma vitória para o Brasil e que se trata de um dos poucos países que distribui o coquetel gratuitamente para os portadores. Acredita que o lugar escolhido para a realização das atividades celebrativas não poderia ser melhor, já que a Central do Brasil concentra as camadas mais populares e mais atingidas pela doença. Ao meio dia, um minuto de silêncio na Central em protesto contra o descaso com os portadores de Aids Rio - As 600 mil pessoas que passam por dia pela Central do Brasil, se deparam nesta quinta-feira, até às 18h30, com distrubuição de camisinhas e palestras conscientizadoras no evento que simboliza o Dia Mundial de Combate à Aids. Ao meio dia desta quinta-feira, os organizadores farão um minuto de silêncio em protesto contra o descaso das autoridades e da própria sociedade. Um ator, todo pintado de vermelho, simbolizando sangue, vai encenar uma peça teatral.
Além das 10 mil camisinhas que já estão sendo distribuidas, outras 23 mil serão enviadas por uma ONG de Niterói. Cada pessoa que passa pela Central do Brasil recebe em exemplar. A ONG Trabalho da Articuçlação Brasileira de Lésbicas também está divulgando suas causas no local. Elas lutam pela união do movimento homossexual brasileiro, respeitando as especificidades de cada um e integralidade do ser humano. Também querem a visibilidade dos direitos humanos e sexuais da lésbicas. A aposentada Valdenir Castilho dos Santos, a Valda, de 59 anos, tem o virus há 20, mas só agora desenvolveu a doença. Ela lembra que o governo gasta uma fortuna com medicamentos, quando poderia gastar com educação e habitação, se a população fosse mais consciente e usasse preservativos. Valdenir, que toma coquetel desde 1997 e já tentou suicídio, atua desde 1995 na área de conscientização da ONG Gestão Comunitária Instituto de Investigação e Ação Social. Daniela Mercury é homenageada com camiseta "Pecado é não usar" Rio - Nesta quinta-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids, ONGs de combate à doença apresentam, na Central do Brasil, uma camisa de apoio à cantora Daniela Mercury, que foi impedida de participar de um evento religioso no Vaticano por já ter feito propaganda de incentivo ao uso da camisinha. A peça tem o desenho de um anjo e abaixo e frase "Pecado é não usar".
De acordo com as primeiras informações, haverá uma homenagem à cantora baiana na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Dia Mundial de Luta contra a Aids é comemorado na Central do Brasil Rio - Esta quinta-feira é o Dia Mundial de Luta contra a Aids e várias atividades estão sendo realizadas desde o início da manhã na Central do Brasil. A idéia é chamar a tenção das 600 mil pessoas que passam pelo local para a epidemia da doença e também reforçar os conceitos de prevenção.
Pessoas que não tem acesso à rede pública de saúde por inúmeros motivos e, conseqüentemente, à informação, são o público-alvo; muitos morrem sem saber que estão contaminados com o vírus HIV. Apenas 10 mil camisinhas estão sendo distribuídas. Segundo os organizadores, o fato se deve a problemas do Ministério da Saúde no envio dos preservativos. De acordo com números divulgados nesta quarta-feira pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, foram registrados de 1980 a junho deste ano no Brasil 371.827 casos da doença. A epidemia está perdendo força em três grupos distintos: adultos jovens, usuários de drogas injetáveis e crianças abaixo de cinco anos infectadas pela transmissão vertical (de mãe para filho). Ministério Público entra com ação na Justiça para obter licenciamento de remédio contra a AIDS Brasília - O Ministério Público Federal (MPF), juntamente com organizações não-governamentais (ONGs) ligadas ao Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela integração dos Povos (Conectas Direitos Humanos, ABIA, GIV, Grupo Pela Vidda/SP, IDEC, GAPA/SP e Gestos) vai propor hoje (1) ação civil pública na Justiça Federal. O objetivo é conseguir o licenciamento compulsório do medicamento Kaletra, usado por portadores do vírus da aids e distribuído pelo Ministério da Saúde.
O anúncio será feito às 14 horas em Brasília durante entrevista na sede do Ministério Público Federal. Estarão presentes o procurador da República Peterson Pereira, representantes das ONGs que assinam a ação, além de deputados e senadores da Frente Parlamentar de Luta contra a Aids. Hospital dos Servidores do Estado tem serviço de referência em transmissão vertical do HIV Rio - O tratamento para prevenir a transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê) já é uma referência no Hospital dos Servidores do Estado, do Ministério da Saúde. Com uma adesão significativa de pacientes ao Programa de Assistência Integral a Gestantes HIV Positivas, a equipe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP) está conseguindo acompanhar 112 gestantes com o diagnóstico da doença.
São grávidas infectadas e identificadas na hora do parto, ou que não fizeram o tratamento no pré-natal e hoje têm seus bebês assistidos e acompanhados por uma equipe multidisciplinar do hospital. Essas gestantes são acompanhadas no período de um ano após ganharem os seus filhos. Segundo o Chefe do DIP e coordenador do programa no HSE, Dr. Esaú Custódio, os resultados são impactantes do ponto de vista do benefício alcançado. Hoje o programa registra uma redução de 50% na evolução e no controle da doença. No HSE, essas pacientes contam com uma assistência integrada, garantindo assim a resolutividade no atendimento. As pacientes que têm o risco identificado chegam à Unidade referendas ou por meio da procura espontânea, são atendidas, examinadas, recomendadas ao teste de carga viral e em uma semana já têm seu perfil imunológico definido para a aplicação de uma determinada conduta. A partir daí mãe e filho recebem acompanhamento e medicamentos necessários ao tratamento. Essa agilidade faz como que o nível de credibilidade e adesão ao programa aumentem. Entre as ações do hospital voltadas para a prevenção da transmissão vertical do HIV da mãe infectada para seu filho destacamos a assistência integrada a uma equipe muldisciplinar envolvida no tratamento como: médicos, pediatras, obstetras, ginecologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas. O HSE, através do DIP, de 1998 até agora, do total de 750 gestantes assistidas no hospital, 112 são cadastradas no programa e passam pelo tratamento para evitar a transmissão da aids de mãe para filho. A transmissão vertical é a principal via de infecção pelo HIV em crianças, sendo responsável,no Brasil, por mais de 80% do total de casos em menores de 13 anos, se considerarmos os casos notificados até agosto de 99. Foi estabelecida pelo Ministério da Saúde como uma das prioridades para o Programa Nacional de DST e Aids, além de trata-se de uma conduta fundamental por permitir também uma análise inicial da epidemia da doença entre mulheres. Governo anuncia distribuição de 1 bilhão de preservativos em 2006 Brasília - O governo brasileiro deverá distribuir em 2006 cerca de 1 bilhão de preservativos gratuitamente para a população como meio de combater o vírus da Aids Além disso, está implantando uma fábrica de preservativos no país. As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira pelo ministro da Saúde, Saraiva Felipe, durante a divulgação do boletim epidemiológico Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis.
"Seguramente, o Brasil é de longe o país que adotou e mantém em níveis crescentes a questão do preservativo", afirmou o diretor do Programa Nacional de DST e Aids, Pedro Chequer. Segundo Chequer, 2005 já foi o ano de maior oferta de preservativos pelo governo federal, com cerca de 650 milhões de unidades. O ministro Saraiva Felipe disse que a fábrica pública de preservativos, segundo ele, a primeira do mundo, está em fase de construção na cidade de Xapuri, no Acre. A estatal deverá produzir inicialmente 100 milhões de preservativos. A previsão é de que a obra seja concluída no ano que vem. "Nós temos problemas na Região Norte, em nível de acesso a serviços, e o Ministério da Saúde está se aproximando do da Defesa para cobrir vazios assistenciais", acrescentou o ministro. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, a Região Norte apresentou crescimento de 94,7% no número de casos de aids no período de 1988 a 2004. No mesmo período, a Região Sudeste teve redução de 15,6% na taxa de incidência a doença. Os dados apresentados hoje foram recebidos pelo Setor de Produção do Datasus, o banco de dados do Sistema Único de Saúde. Os números são das secretarias estaduais de Saúde e foram coletados entre 2004 e junho deste ano. Agência Brasil Rio promove atividades para conscientizar população Rio - Várias atividades de conscientização estão programadas para esta quinta-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids, no Rio de Janeiro. Na Central do Brasil, por onde passam diariamente 600 mil pessoas, um grande laço vermelho, símbolo internacional da luta contra a doença, estará afixado durante todo o dia no alto da torre do relógio.
Das 8h às 18h a concessionária SuperVia, em parceria com o Grupo Pela Vida, o Fórum Estadual de ONGs/AIDS e com o apoio da Unesco, promove atividades educativas, com o objetivo de mobilizar a população para que adote estratégias de prevenção e reflita sobre os riscos crescentes de infecção pelo vírus HIV. De acordo com números divulgados nesta quarta-feira pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, foram registrados de 1980 a junho deste ano no Brasil 371.827 casos da doença. A epidemia está perdendo força em três grupos distintos: adultos jovens, usuários de drogas injetáveis e crianças abaixo de cinco anos infectadas pela transmissão vertical (de mãe para filho). Novas metas contra a Aids Rio - No Dia Mundial de Combate à Aids, o Ministério da Saúde concentrará a campanha contra a doença na população negra. Segundo dados do Boletim Epidemiológico da Aids, divulgado ontem pelo órgão, a incidência da doença no Brasil encontra-se estável.
No entanto, na região Norte e entre a população negra, a epidemia avança. ?É uma questão muito mais social. Cerca de 50% da população classificada como negra (pretos e pardos) está dentro da faixa de pobreza acentuada. Além disso, o preconceito torna essa população ainda mais vulnerável?, disse o ministro da Saúde, Saraiva Felipe. Os esforços do governo também se destinarão à região Norte do país, onde o número de pacientes com Aids aumentou 94,7%, entre 1998 e 2004. ?O Norte é hoje nossa prioridade absoluta?, disse o diretor do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer.O órgão pretende, a partir do ano que vem, aumentar o atendimento em cidades da região e ampliar o trabalho das Forças Armadas que, em muitas áreas, é o único atendimento de saúde existente. No Estado do Rio, a data será marcada por eventos de conscientização em diversos municípios. Em Nova Iguaçu, profissionais da Saúde visitarão a danceteria GLS Site Club e distribuirão preservativos e material informativo aos freqüentadores. Em São Gonçalo, serão distribuídos panfletos informativos nas praças Doutor Luiz Palmier, no Centro, e Carlos Gianelli, no Alcântara. Já em Caxias, a campanha de conscientização promovida pela prefeitura começará nesta sexta e se estenderá até o dia 19. Ministros lançam campanha no Dia Mundial de Luta contra a Aids Brasília - Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em todos os continentes, a data deve ser lembrada das mais diferentes formas. No Brasil, as comemorações oficiais começam às 10 horas, quando os ministros da Saúde, Saraiva Felipe, e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, participam da solenidade de lançamento de uma campanha de prevenção à doença dirigida à população negra.
O lançamento ocorre no auditório Emílio Ribas, do Ministério da Saúde. Na ocasião, serão homenageadas a cantora Daniela Mercury, pelo engajamento na luta contra a aids, e Lair Guerra de Macedo, em reconhecimento ao seu pioneirismo nas ações de combate à doença. Lair foi a primeira diretora do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde. O slogan da peça publicitária é "Aids e Racismo: o Brasil Precisa Viver sem Preconceito". Foi escolhido a partir da perspectiva de que a população negra nunca foi alvo de campanhas de prevenção da aids, embora represente 47,3% dos brasileiros, de acordo com o IBGE. Além disso, os negros são 65% da população de baixa renda, que tem acesso precário a informações sobre prevenção e aos serviços de saúde. No Brasil, apesar da tendência à estabilização da epidemia, os casos de aids vêm aumentando entre os mais pobres. "Resolvemos ter um olhar especial para os brasileiros afrodescendendes porque verificamos um aumento do número de casos de aids entre essa população. Decidimos junto com ONGs, com a Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial e com celebridades negras dar um enfoque chamando atenção para a vinculação entre racismo, pobreza e aumento dos casos de aids nesse segmento da população brasileira. São pessoas que, por estarem no extrato mais pobre da sociedade, têm menos acesso às informações e aos serviços de saúde, dentro do contexto de pobreza e discriminação racial no país", disse o ministro Saraiva Felipe. Homenagens Durante a solenidade, a cantora Daniela Mercury e a primeira diretora do Programa Nacional de DST/Aids, Lair Guerra, foram homenageadas pelo engajamento na luta contra a doença. A cantora baiana estrelou a última campanha de carnaval do Ministério da Saúde e têm defendido com coragem e determinação o uso do preservativo como forma de proteção contra o HIV. Lair Guerra, por sua vez, destacou-se pelo pioneirismo na formulação das primeiras políticas nacionais de resposta à epidemia. Ela afastou-se do cargo em 1996, em decorrência de um acidente de trabalho. Cinco organizações não-governamentais, quatro universidades, quatro ativistas (dois deles in memoriam) e a coordenação estadual de DST/aids de São Paulo também foram homenageadas por se destacarem em ações para diminuir o preconceito e a vulnerabilidade dos negros à epidemia. "As campanhas de saúde pública no Brasil só dão certo quando a sociedade as abraça. E, dentro da sociedade, as ONGs e os artistas têm tido um papel fundamental, não só em relação à aids, mas em relação a outras ações de saúde executadas no país", declarou o ministro da Saúde. Na solenidade foi lançado também o carimbo comemorativo ao Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, produzido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O evento foi transmitido em tempo real pelo site do Programa Nacional de DST/Aids (www.aids.gov.br). Outras atividades oficiais marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids. À noite, às 20h, o ministro da Saúde e a secretária fazem pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV sobre o tema. Em Salvador, será realizado um show para 5,5 mil pessoas, com o objetivo de promover a inclusão racial e enfrentar a epidemia. O evento reunirá 13 artistas na Concha Acústica da capital baiana. O Programa Nacional de DST/Aids aproveita a data para publicar na internet o resumo dos artigos científicos que foram selecionados em resposta à chamada realizada em junho deste ano. Os textos são assinados por especialistas e ativistas, e os temas são relacionados à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento, e aos direitos humanos das pessoas com HIV/aids. Vulnerabilidade - Não existe evidência científica de que a população negra apresente especificidades biológicas que a tornam mais suscetível à infecção pelo HIV. No entanto, condições sociais, econômicas e racismo são fatores que podem gerar ou aumentar a vulnerabilidade ao vírus e à doença. O Boletim Epidemiológico 2005 mostra, que nos casos notificados com a variável raça/cor, houve queda proporcional entre as pessoas que disseram ser da cor branca e aumento proporcional entre aquelas que se auto-referiram como sendo pretos ou pardos, especialmente entre os pardos. Em 2003, os homens que disseram ser da cor branca responderam por 60,7% dos casos registrados com a variável raça/cor. Naquele ano, as mulheres que se disseram de cor branca responderam por 58,3%. Em 2004, o percentual entre os homens caiu para 56,6% e entre as mulheres, para 52,8%. Ações afirmativas - O Programa Estratégico de Ações Afirmativas: População Negra e Aids é uma iniciativa dos ministérios da Saúde e da Educação, em parceria com a Seppir e com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH). O objetivo é combater a discriminação racial e étnica, promover a igualdade, a eqüidade e os diretos humanos da população negra. A primeira ação do programa, em dezembro de 2004, foi o lançamento do Afroatitude, que distribui bolsas de iniciação científica para alunos cotistas de 11 universidades brasileiras. A verba é destinada para pesquisas sobre a epidemia de HIV/aids na população negra. Lista de homenageados 1. Homenagem especial Lair Guerra e Daniela Mercury 2. Universidades Universidade do Estado do Mato Grosso do Sul (UEMS) Universidade Federal do Paraná (UFPR) Universidade de Brasília (UnB) Universidade do Estado da Bahia (UNEB) 3. Organizações não-governamentais - Centro de Estudos das Relações do Trabalho e da Desigualdade (CEERT-SP) - Fala Preta (SP) - Rede Nacional De Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - Grupo de Valorização do Trabalho em Rede - Maria Mulher (RS) 4. Personalidades - Jurema Werneck-Criola (RJ) - Ubiratã Marcelino dos Santos (DIET/SP) - Antonia Pereira dos Santos 5. In memoriam - Iracema Almeida (SP) - Carlos Alberto Marinho Silvério (CAUÊ/SP) 6. Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo - CRT - Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo Agências Brasil e Saúde PAM Oswaldo Cruz promove evento de prevenção à Aids Rio - Em apoio ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Posto de Assistência Médica (PAM) Oswaldo Cruz, no Centro, nesta quinta-feira, diversas atividades de conscientização sobre os riscos da doença e como evitá-la.
Haverá palestras, peças de teatro, oficinas, sorteios de brindes e distribuição de preservativos e materiais informativos. O evento é aberto ao público e acontecerá no auditório da unidade - Avenida Henrique Valadares 151, 6º andar - das 9h às 17h. Sesc ganha programação especial para o Dia Mundial da Luta contra a Aids Rio - Nesta quinta feira, data em que se comemora o Dia Mundial da Luta contra a Aids, o Sesc Rio inaugura a "1ª Mostra Aids e Teatro", que vai acontecer na Tijuca e em São João de Meriti. No evento, peças assinadas por autores renomados, como Aderbal Freire-Filho, Karen Acioly, Tim Rescala e Maria Helena Kuhner.
Entre os espetáculos estão "Aquela Mina", que fala sobre um homem que, no meio dos perigos da vida moderna, não admite o uso da camisinha; "Fala Zé Mané", que conta a história da paixão entre dois adolescentes; e "Mairoidaids", que tem como ponto de partida os 21 anos de aparecimento da síndrome, completados em 2002. Serviço: Sesc Tijuca. Rua Barão de Mesquita 539 (3238-2072). Sesc São João de Meriti. Avenida Automóvel Club 66 (2755-7070). Às 19h. Quarta-feira, Novembro 30, 20051º de Dezembro - Dia Mundial de Luta Contra a Aids Acompanhe as notícias do evento em tempo real a partir das 8h da manhã.
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